segunda-feira, 12 de julho de 2010

Flow Switching: a internet até 1000 vezes mais rápida

Pesquisadores do MIT (sigla em inglês para Instituto Tecnológico do Massachusetts) desenvolveram um projeto que simplesmente pode aumentar a velocidade da internet entre 100 e 1000 vezes.

O segredo de tanta velocidade é um modelo que dispensa a conversão dos sinais óticos em elétricos. Além de muito mais velocidade, a tecnologia proposta consome muito menos energia.

Como os pesquisadores pretendem revolucionar a internet? Você descobre agora neste artigo.

As fibras óticas carregam dados a velocidades impressionantes, porém eles precisam ser convertidos em sinais elétricos pelos roteadores. Os roteadores encontram problemas quando precisam converter sinais óticos vindos de direções diferentes.

Sendo assim, os sinais óticos são convertidos em elétricos e armazenados dentro do roteador para serem enviados quando o “trânsito” de diferentes direções estiver ordenado. Obviamente, todo esse processo consome tempo e energia.

Fluxo sob controle

O projeto dos pesquisadores do MIT — liderados pelo engenheiro elétrico e professor Vincent Chan — demonstrou uma nova maneira de reorganizar os dados de redes óticas que, na maioria das vezes, dispensaria o processo de conversão.

A solução proposta chama-se Flow Switching. Entre duas localidades que trocam grandes volumes de dados entre si, o Switching é capaz de estabelecer um caminho direto e dedicado no qual roteadores aceitam sinais somente de uma direção e os enviam também em uma única direção. Assim, não é necessário converter o ótico em elétrico para redistribuição.

De fato, um modelo parecido já é aplicado por empresas muito grandes capazes de manter vários servidores espalhados por diferentes localidades. Um exemplo é a gigante Google. A diferença é que com o Flow Switching a banda larga seria usada de maneira flexível conforme a demanda de tráfego dos dados.

Por exemplo, se o trajeto entre A e B está bastante requisitado, o protocolo criado por Chan e sua equipe realocaria a banda em questão de segundos. Caso contrário, as ondas com os sinais simplesmente cessariam.

Vinga?

Esta não é a primeira tentativa de otimizar a transferência de dados via rede ótica, no entanto, o Flow Switching se mostra muito mais prático. Essa é a opinião de Ori Gerstel, engenheiro da Cisco Systems, fabricante de roteadores americana. O obstáculo, segundo ele, é a demanda para trocar todos os roteadores existentes pelos novos, pois ainda não está claro se há realmente a necessidade de tal mudança.

Segundo Gerstel, o Flow Switching é ideal para usuários que querem muita banda com poucos atrasos, mas a maioria dos consumidores de hoje não se encontra nesse nicho. A resposta de Chan é imediata: a explosão dos vídeos pela internet com o crescimento do HD.

Junta-se a isso a popularidade do acesso, que tende a aumentar, e tem-se facilmente a equação: as conexões atuais podem não dar conta e em pouco tempo, cinco anos talvez.

Na prática, o raciocínio é simples: durante o mesmo tempo que você demora para baixar 100 MB, você baixaria 10 GB. O Flow Switching está em testes nos Estados Unidos e deverá ser disponibilizada para trials limitados.

Você sabia que agora sua webcam, mouse e teclado podem carregar vírus?

Em uma definição rápida: vírus são arquivos maliciosos, programados por usuários mal-intencionados que desejam danificar os computadores alheios. Um tipo muito comum de arquivo malicioso é o Trojan (ou Cavalo de Troia), que se instala nas máquinas a fim de roubar informações fornecidas pelos proprietários.

Mais detalhadamente, os trojans abrem portas do computador para que seja possível acessá-los em locais remotos e, assim, roubar senhas e dados pessoais. Se os dados forem usados para invadir contas de email, os danos podem ser menores, mas quando usados para roubar senhas de bancos, tudo fica ainda mais complicado.

Mas se você acha que esses capetinhas cibernéticos podem se instalar apenas no disco rígido, está muito enganado. Isso porque alguns engenheiros-pesquisadores da Royal Military College de Ontário, Canadá, conseguiram desenvolver circuitos integrados a interfaces USB que permitem o roubo de informações dos computadores.

Eles estão por todos os lugares

Mas como assim?

Os computadores de hoje reconhecem dispositivos conectados às portas USB sem problemas. Esses dispositivos são instalados rapidamente, devido ao recurso Plug-and-play que o Windows proporciona desde a versão 95. Se você trocar o componente por outro de mesmo modelo, a máquina o reconhecerá como sendo o mesmo de antes.

Isso seria uma grandíssima vantagem, não fosse o fato de isso dar margens para invasões via hardware. Se durante o período em que você não está em frente ao computador alguém trocar o seu componente por outro igual, você não perceberá.

Ratos podem espalhar pragas

O Windows instala os drivers dos dispositivos e os reconhece pelo modelo de série. Ou seja, todos os teclados ou mouses (ou qualquer outro dispositivo USB) fabricados de um determinado modelo possuem dados iguais de identificação e, por isso, são reconhecidos como se fossem o mesmo item.

Caso esse dispositivo semelhante ao seu contenha dados maliciosos, as informações do seu computador serão enviadas para servidores remotos, da mesma maneira que ocorre com os comuns trojans de software.

Em suma, qualquer dispositivo USB programado pode ser uma porta aberta para invasões de usuários mal intencionados. Mas não é preciso entrar em pânico, porque não é qualquer um que consegue transformar teclados, mouses, webcams e impressoras em grandiosas armadilhas virtuais.

USBs podem ser armadilhas

Como me proteger?

O melhor a fazer é sempre comprar dispositivos em lojas conhecidas e confiáveis. Assim você evita a aquisição de produtos que possam ter sido modificados para armazenar informações pessoais e enviá-las para servidores remotos. Além disso, esteja de olho em quem tem acesso ao seu computador. Conhecer os componentes conectados a ele é sempre uma ótima opção.

Fora isso, nunca se esqueça de manter os antivírus e firewalls atualizados, pois os arquivos maliciosos tradicionais (aqueles via software) ainda existem e estão sendo cada dia mais disseminados por emails, links falsos e tantas outras formas de proliferação.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Novos projetores Samsung chegam ao mercado

A fim de oferecer aos consumidores produtos cada vez mais versáteis e com alta qualidade, a Samsung traz ao Brasil a sua Linha 2010 de projetores. Os seis modelos (SP-M200S, SP-M220, SP-M220S, SP-M250, SP-M250S e SP-P410M) são portáteis e ideais para uso corporativo.

A Série M conta com a tecnologia 3LCDs, cujo sistema utiliza um dispositivo óptico de três chips que proporciona cores mais luminosas e naturais, que resultam em imagens com qualidade excepcional. Os modelos oferecem brilho de 2.000, 2.200 e 2.500 ANSI lumens. As opções do modo de projeção, widescreen (16:9) ou normal (4:3), permitem uma apresentação com imagens claras e focadas, adequando-se totalmente às necessidades do consumidor.

Com design de contornos suaves, os projetores da Série M são pequenos e compactos, transmitindo um visual moderno e elegante. Além disso, estes modelos pesam apenas 2,5 quilos e possuem um sistema de energia inteligente que assegura cerca de 5.000 horas de vida útil da lâmpada.

Projetor Série M

Versátil, o projetor SP-P410M se adapta perfeitamente a ambientes corporativos ou domésticos. Pesando apenas 950 gramas e com menos de 15 centímetros, este projetor é ultracompacto e oferece imagens de alta qualidade.

Com tecnologia LED, o SP-P410M consome menos 90% da energia quando comparado a projetores convencionais. Sua lâmpada possui um tempo de vida surpreendente de 30.000 horas, além de ser 100% livre de halogêneo e produzir menos radiação. Tem interface USB, que permite rápido acesso a uma grande variedade de vídeos, músicas, imagens e arquivos.

Projetor SP-P410M

As novas linhas de projetores já estão disponíveis nas principais redes de Áudio&Vídeo, com preços sugeridos de R$ 1.699,00 (SP-M200S), R$ 1.999,00 (SP-M250) e R$ 1,499,00 (SP-P410M).

NASA cria conceito de jato supersônico comercial

A denominada “corrida espacial” foi uma das disputas tecnológicas mais marcantes de toda a história. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos da América e a antiga União Soviética lideraram um entrave que perdurou anos em busca da hegemonia da exploração espacial.

Apesar de todas as batalhas por debaixo dos panos em que estava envolvida, a corrida espacial proporcionou expressivos avanços tecnológicos, principalmente, na área de aviação. Muito do que vemos hoje em relação aos aviões e caças é oriundo desta época.

Atualmente, a história é bem diferente. As agências espaciais de inúmeras nações, como EUA, Rússia, além de países europeus e asiáticos trabalham em conjunto para atingir maior prosperidade. Em meio a uma infinidade de pesquisas, a NASA (National Aeronautics and Space Administration, agência espacial norte-americana) anunciou em abril de 2010 para a NASA Aeronautics Research Mission Directorate (direção de pesquisas e missões espaciais da NASA) o conceito de um jato supersônico para a aviação comercial.

O modelo futurista foi apelidado de “Supersonic Green Machine” - em uma tradução livre “Máquina Verde Supersônica” - e pretende romper os paradigmas de como viajamos pelos ares. Conheça o jato que poderá nos transportar para qualquer parte do mundo em poucas horas!

O que ele tem de diferente?

Os jatos supersônicos já existem, e isso não é novidade para ninguém. Entretanto, há dois grandes empecilhos para que esse tipo de aeronave seja utilizada pela aviação comercial (a que nós usamos para viajar nas linhas aéreas): o altíssimo consumo de combustível para manter as impressionantes velocidades atingidas (são mais de 300 metros por segundo!) e o ruído causado pela quebra da barreira do som.

Supersonic Green Machine.

O Supersonic Green Machine. Fonte: NASA

O estrondo sônico - ondas de ar supercomprimidas - causado por tal rompimento é tão forte que, dependendo da distância em que o avião está do solo, pode quebrar vidros de janelas e automóveis, causar rachaduras em paredes, entre outros estragos. Por isso, voos à velocidade supersônica não podem acontecer sobre os continentes.

O Supersonic Green Machine, além de um visual descolado - que mais parece uma aeronave de super-herói dos desenhos animados -, conta com design e sistema de motores na parte traseira chamados de “V-invertido”. Segundo a própria NASA e a sua parceira no projeto Lockheed Martin Corporation, são exatamente estas formas que possibilitam que o modelo reduza drasticamente os ruídos dos estrondos sônicos e o consumo de combustível.

Rompendo a barreira do som.

Fotografia do Jato F/A-18 Hornet quebrando a barreira do som sobre os céus do Oceano Pacífico em 1999. Fonte: U.S. Navy

De acordo com a Agência Espacial Americana, ainda estão sendo estudadas outras tecnologias inovadoras para que todas as metas ambientais, escalas e cargas sejam alcançadas. Por ser apenas o desenvolvimento de um conceito, ainda não foram informados mais detalhes desta revolucionária aeronave.

Além do alcance!

A grande vantagem para os consumidores comuns deste conceito de aeronave é óbvia: a redução de tempo nas viagens. Quanto tempo levaria para ir do Oiapoque ao Chuí? Quem sabe, menos de uma hora. Melhor que isso, imagine desembarcar no Japão em 10 ou 12 horas, muito menos estressante e cansativo que as intermináveis 24 horas que levamos atualmente.

As expectativas são grandes para o que esta máquina da alta tecnologia espacial será capaz de proporcionar. Entretanto, será uma espera um pouco longa, pois os desenvolvedores têm como previsão dos primeiros voos o período de 2030 a 2035. Até lá, vamos ouvir falar muito do Supersonic Green Machine, isso é certo.

O  homem chega cada vez mais longe!

Se este modelo vai quebrar os paradigmas da viação moderna, assim como rompe a barreira do som, ou não vai passar de um design para desenhos animados e brinquedos de crianças, só saberemos daqui a alguns anos. O mais importante é saber que a cada dia mais inovações são idealizadas para a melhoria e comodidade das nossas vidas. É mais um sinal de que a tecnologia sempre vai ser o braço direito do homem.

Designer brasileiro inventa impressora de comida

A primeira forma de impressão aconteceu em meados dos anos 30 pelas mãos do inventor norte-americano Chester Carlson. O surgimento de impressoras comerciais (aquelas que usamos em casa) popularizou a utilização deste importante periférico no dia a dia de qualquer usuário.

Depois da impressora de jato de tinta e a laser, entre outras, a última tendência para esse tipo de equipamento é a tecnologia 3D. Conheça melhor as impressoras 3D no artigo “Como funciona a Impressora 3D?” e descubra seu potencial de atuação no nosso cotidiano em “Como as impressoras 3D vão facilitar a nossa vida?”.

Bem diferente dos exemplos (bonecos, brinquedos, joias e próteses mecânicas) apresentados neste último artigo, o designer brasileiro Marcelo Coelho teve a ideia de criar uma impressora 3D para comidas. Já imaginou como seria prático mandar imprimir uma refeição completa, com direito a sobremesa, com o clique de um botão? Assim é fácil de tornar um chefe de cozinha de mão cheia!

Automatizando sua cozinha.

Fonte da imagem: Cornucopia

Gastronomia digital

Chamado de Cornucopia, o projeto desenhado pelo brazuca e seu amigo israelense Amit Zorandurante especialização no Massachusetts Institute of Technology conta com três conceitos de aparelhos que englobam as mais variadas atividades culinárias dentro de uma cozinha. A combinação destes equipamentos torna o processo de mistura de ingredientes, transformação física dos compostos (como aquecimento, resfriamento ou cozimento) e modelagem estética das refeições mais prática, eficiente e agradável.

Digital Fabricator

O Digital Fabricator é a impressora 3D propriamente dita. Ele armazena os ingredientes em cápsulas na parte superior da máquina (tem a mesma função que os cartuchos de tinta das impressoras comuns) e os cabeçotes - localizados mais abaixo - suga os compostos, mistura-os seguindo as instruções da receita e molda o alimento em camadas em três dimensões.

Prepare seu jantar com uma exatidão excepcional.

Fonte da imagem: Cornucopia

Sua conectividade com a internet possibilita que o usuário tenha acesso a informações nutricionais e dados sobre a origem ou qualidade dos produtos, seja avisado sobre a falta de algum ingrediente e, até mesmo, encomende sua reposição em lojas online. A definição de temperatura e umidade de armazenamento, bem como a inserção e compartilhamento de receitas, é feita por meio de um painel com tela sensível ao toque.

Segundo a página de divulgação do projeto, a precisão da combinação dos ingredientes e montagem dos pratos é impressionante, pois atinge até um décimo de milímetro. A exatidão no momento de configuração de valores para os processos de armazenamento e preparação das refeições, também, é algo que dificilmente alcançaríamos com as tecnologias que conhecemos na culinária tradicional.

Robotic Chef

O braço mecânico, denominado Robotic Chef, é responsável pela transformação física ou química dos alimentos (com uma chapa em sua base para aquecer ou cozinhar) e pela manipulação de suas características.

Robotic Chef.

Fonte da imagem: Cornucopia

Este aparelho possui braços robóticos que manipulam alimentos sólidos, como frutas ou carnes, e outros dispositivos (entre eles brocas e seringas) para temperar, comprimir, torcer e alongar os alimentos. Mais uma vez, a precisão das atividades realizadas com este equipamento seria impossível de ser alcançada manualmente.

Virtuoso Mixer

A preparação de sobremesas fica por conta do Virtuoso Mixer, uma máquina com três anéis giratórios que proporciona a mistura de ingredientes de forma sutil e muito específica. Com isso, é possível criar pratos com leves diferenças de sabor e composição.

Virtuoso Mixer.

Fonte da imagem: Cornucopia

Cada “andar” tem oito recipientes. Na camada superior os ingredientes são armazenados, na intermediária eles são misturados e triturados de acordo com a necessidade e, por sua vez, na inferior o resultado é depositado na bandeja.

O Virtuoso Mixer é equipado com sistemas termoelétricos tanto para resfriamento como aquecimento, balanças e sensores de temperatura. Tudo isso para monitorar a quantidade e propriedades dos ingredientes em estoque. A interface da máquina foi projetada para que sua usabilidade seja o mais simples possível, possibilitando que usuários comuns consigam montar pratos elaborados.

Uma pitada de tecnologia

As telinhas do cinema já abordaram uma tecnologia bem parecida com a ideia do designer na produção da Columbia Pictures e Sony Pictures Animation intitulada Tá Chovendo Hambúrguer. Confira o trailer da animação no vídeo abaixo e fique com água na boca!

As declarações do Marcelo Coelho indicam que sua intenção não foi criar um novo paradigma de fast-food ou fazer com que as pessoas deixem de ir a restaurantes. Segundo o designer brasileiro, o projeto Cornucopia foi desenvolvido para que a culinária pudesse explorar a criatividade de pessoas comuns, não só dos renomados chefes de cozinha.

As máquinas ainda necessitam de muito aperfeiçoamento e estão em fase de patenteamento. Porém, testes com alimentos sólidos e pastosos já foram feitos e obtiveram resultados animadores. Ainda não se tem previsões de comercialização desta tecnologia, mas acredita-se que ainda precisaremos de alguns anos para ver de perto a impressora de comida.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Se descobrirem meu IP, posso ser hackeado?

A era da internet gerou muitos empregos, inovou com uma expansão incrível de conhecimento e permitiu que muitas pessoas utilizassem seus dons para criar inovações muito interessantes. Todavia, apesar da grande revolução, com a inserção e a divulgação de técnicas diversas muitas pessoas resolveram utilizar o conhecimento para o pior.

Já parou para pensar que, se não houvesse vírus nos computadores e as pessoas não fosse mal-intencionadas, o mundo seria muito melhor? Pois é, o problema é que há muitas pessoas interessadas em criar programas para prejudicar outras pessoas. Além disso, sempre surgem novos espertinhos para “brincar” com coisas que não deveriam, como privacidade e segurança dos outros.

Enfim, tudo isso você provavelmente já sabe, todavia não tem ideia de como os malandros da internet pensam muito à frente de qualquer empresa de segurança e querem apenas uma coisa: mexer no que não lhes diz respeito. Claro que, nós, usuários comuns, ficamos incomodados, porque a preocupação com nossos arquivos é grande.

Os  criminosos da internet

Sendo assim, fica sempre a dúvida: afinal, apenas com o endereço IP um hacker pode invadir meu computador? Hoje vamos mostrar através de algumas explicações que o processo de invasão é bem mais complexo do que apenas ter o IP e que não é qualquer um que consegue estragar um computador a distância.

Conheça o IP

O Baixaki já publicou diversos artigos explicando sobre o endereço IP, porém vamos rever um pouco sobre o conceito básico desse importante protocolo. O endereço IP é um número único atribuído para cada dispositivo de rede do mundo. Como assim? Quando você conecta na internet, automaticamente seu modem recebe um endereço IP da operadora telefônica.

A  comunicação entre computadores ocorre através do IP

O IP é necessário para que haja o tráfego de dados na internet, afinal de contas, quando você acessa um site é preciso que exista comunicação entre o seu PC e o portal em questão. Todos os sites no mundo possuem um IP e cada computador (ou melhor, modem) também. Sendo assim, o seu PC pode enviar (upload) e receber (download) dados.

Se descobrirem meu IP, posso ser hackeado?

A resposta para essa pergunta depende de uma série de fatores, contudo uma possível invasão vai depender do nível de conhecimento e truques que a pessoa possui. Se isso o tranquiliza, saiba que apenas com o IP não é possível invadir um computador, ao menos não com as atuais tecnologias.

O endereço IP é o primeiro passo

Para esclarecer bem, vamos exemplificar de uma maneira fácil o que acontece numa invasão. Imagine que o IP é o endereço da sua casa. Caso alguém saiba onde é sua residência, isso não significa que a pessoa poderá invadi-la. Afinal de contas, você possivelmente deve ter um portão com cadeado, cachorros, uma porta com fechadura e outros tantos empecilhos.

Com o endereço IP ocorre exatamente a mesma coisa, ele é apenas um endereço, sendo que qualquer invasor necessita de muito conhecimento para saber como acessar os dados do computador. Assim como no exemplo da residência, o seu PC (casa) está atrás do modem e de outros aparelhos de rede (o portão), de um firewall (a porta) e de outros softwares e recursos que impedem a invasão num piscar de olhos (os cachorros).

O exemplo pode parecer bobo, mas isso é exatamente o que deixa muitas pessoas tranquilas, até porque é muito mais fácil alguém invadir uma casa do que um computador. Isso porque é mais fácil mexer e atuar com o mundo palpável do que com o que não se vê. Agora vamos ver alguns truques básicos que os malandros da internet usam para invadir os computadores.

Brechas

Continuando com o exemplo da casa, podemos entender perfeitamente como os invasores atuam. Imagine que o portão da sua casa fica destrancado ou que há uma área dele enferrujada. Isso seria uma facilidade tremenda para que um ladrão entrasse no terreno e roubasse qualquer coisa.

No mundo da informática tudo é muito parecido, ou seja, os invasores aproveitam-se de brechas no seu modem (ou roteador). Caso você não tenha configurado seu modem corretamente ou ele não tenha um firewall embutido, isso facilita o ataque dos hackers.

Configure seu modem e roteador com senha e certifique-se de que o  Firewall está 100%

Portanto, aqui fica nossa primeira dica: verifique se o seu modem está devidamente configurado, se o roteador sem fio possui uma senha de acesso e se o firewall desses dispositivos está devidamente ativo e com regras que realmente impedem ataques.

Detalhe: caso você utilize um roteador em sua casa, o invasor ainda deve descobrir o IP local do seu micro, isso se ele conseguir passar pelo firewall do modem e do roteador.

Sua casa sem uma porta

O firewall é um programa que gerencia quais portas do seu computador podem ser abertas para trafegar dados. Caso você não instale um firewall no seu PC, isso facilita muito o ataque dos hackers, pois é um obstáculo a menos para que a invasão tenha sucesso. Em nosso exemplo da casa seria como se você não tivesse uma porta. O que aconteceria nesse caso? Qualquer um entra, seja ladrão ou uma pessoa comum.

Um  firewall te protege de ataques externos

Então agora você já tem uma segunda dica: instale um bom firewall ou ao menos utilize o do sistema operacional. Vale lembrar que, além de instalar, você deve tomar cuidado com as exceções que adiciona ao firewall, pois caso você adicione uma exceção para um programa de P2P (que gera um grande volume de dados), ela pode facilitar a entrada de invasores.

Antivírus e Internet Security

Se você quer um mínimo de segurança em seu PC já deve saber que a utilização de um antivírus é fundamental. Contudo, talvez você não faça ideia que o antivírus pode ser um grande aliado no combate às invasões.

Como? Simples, muitos ataques realizados por hackers ocorrem não somente devido à falta de um firewall ou de precauções quanto a configurações, mas sim por culpa de softwares maliciosos que abrem brechas no sistema operacional.

Sendo assim, nossa terceira dica é: instale um software antivírus de qualidade (mesmo que gratuito, você já estará muitas vezes mais protegido) ou então um programa no estilo “Internet Security”, os quais trazem muitos aplicativos para proteção do sistema e dos arquivos.

Não tenha medo de criança

A grande maioria das pessoas que se dizem “hackers” são crianças de 13 ou 14 anos que pensam saber invadir um computador, por isso relaxe, pois raramente alguém vai conseguir acesso aos seus dados.

Hackers? Provavelmente não chegam nem perto...

Não se ofenda se você tiver essa idade e se está aprendendo alguns truques do tipo, mas a grande verdade é que quaisquer dicas oferecidas em fóruns e sites de invasão são muito básicas e não levam a lugar algum.

Mais tranquilidade, menos paranoia

Parando para pensar bem, existe sim um grande número de pessoas desocupadas que não têm o que fazer e que até vai invadir computadores aleatoriamente, porém a quantidade de ataques a computadores pessoais é bem reduzida. As invasões em sites e computadores empresariais são crescentes, visto que os criminosos podem obter lucros, informações confidenciais e prejudicar grandes empresas.

A  rede mundial é muito grande. Não fique tão preocupado!

Previna-se

Claro que nosso artigo visa conscientizar você de que não é preciso ficar paranoico quanto aos invasores, porém queremos salientar que é preciso sim tomar as devidas precauções. Além dos programas e configurações é sempre importante que você tenha cuidado com o que instala no seu PC e com os sites que visita.

Vale lembrar que muitos dos ataques realizados ocorrem por pessoas que você conhece ou que possuem seu endereço IP graças a um contato estabelecido. Por isso, fique atento com quem você adiciona no MSN, pois existe muita gente perigosa na internet. Enfim, para concluir queremos relembrar que apenas o número IP não é suficiente para que seu computador seja invadido.

Como funciona a televisão de alta definição (HDTV)

Quando os primeiros aparelhos de televisão de alta definição (HDTV) chegaram ao mercado, em 1998, os cinéfilos, fanáticos por esportes e aficionados por tecnologia ficaram muito animados, e com razão. Anúncios dos aparelhos sugeriam um paraíso em termos de televisão, com uma resolução superior e som melhor ainda. Com a HDTV, também seria possível ver filmes no formato original widescreen, sem aquelas tarjas pretas que algumas pessoas detestam.

Mas para muitas pessoas, a HDTV não foi uma fonte de experiências transcendentais em frente da telinha. Pelo contrário, as pessoas saíam para comprar uma TV e se viam rodeadas por abreviaturas confusas e muitas escolhas. Algumas, ainda por cima, ligavam sua HDTV nova e descobriam que a imagem nem era tão boa assim.

Felizmente, alguns pontos básicos facilmente colocam um fim nessa confusão. Neste artigo, explicaremos as siglas e os níveis de resolução e mostraremos como a transição para a TV totalmente digital está sendo feita nos Estados Unidos. Também mostraremos tudo o que você precisa saber se quiser mudar para a HDTV.



As HDTVs não são necessariamente grandes. Esta TV de 26" é "pronta pra HDTV".

Analógico, digital e alta definição
Há anos, assistir TV envolve sinais analógicos e aparelhos de CRT (tubo de raios catódicos). O sinal é feito de ondas de rádio continuamente variáveis que a TV traduz em imagem e som. O sinal analógico chega até a TV pelo ar, por cabo, ou via satélite. Sinais digitais, como os dos aparelhos de DVD, são convertidos para sinais analógicos quando são transmitidos em TVs tradicionais. Você pode ler sobre como a TV interpreta o sinal em Como funciona a televisão.

Este sistema funcionou muito bem por bastante tempo, mas tem algumas limitações:

  • O CRT convencional exibe cerca de 480 linhas visíveis (ou linhas de pixels). As emissoras trabalham com sinais que funcionam bem nesta resolução há anos, e não conseguem produzir uma resolução suficiente para preencher uma televisão enorme com o sinal analógico.

  • Imagens analógicas são entrelaçadas - o canhão de elétrons do CRT pinta somente metade das linhas em cada passagem tela abaixo. Em algumas televisões, o entrelaçamento faz a imagem piscar.

  • Converter vídeo para o formato analógico reduz a sua qualidade.



Televisões analógicas como esta não podem usar o sinal digital sem um conversor

As emissoras americanas estão mudando para o formato de TV digital (DTV). O sinal digital transmite a informação para vídeo e som na forma de uns e zeros ao invés do formato de onda. Para a transmissão pelo ar, a TV digital geralmente usa a porção UHF do espectro do rádio com uma banda de 6 MHz, como os sinais de TV analógicos.

A TV digital tem várias vantagens:

  • A imagem, mesmo quando exibida em uma TV pequena, é de qualidade superior.
  • O sinal digital consegue suportar uma resolução maior, então a imagem continua boa mesmo quando é exibida em uma tela de TV maior.
  • O vídeo pode ser progressivo ao invés de entrelaçado - a tela mostra a imagem inteira para cada quadro ao invés de uma linha de pixels sim, outra não.
  • Canais de TV podem transmitir vários sinais usando a mesma banda, o que chamamos de multitransmissão.
  • Se as emissoras quiserem, podem incluir conteúdo interativo ou informações adicionais ao sinal da TV digital.
  • Ela suporta emissoras de alta definição (HDTV).

Mas a TV digital também tem uma grande desvantagem: TVs analógicas não conseguem decodificar e exibir sinais digitais. Quando a transmissão analógica terminar, você só vai poder assistir à TV em seu bom e velho televisor se você tiver TV a cabo ou via satélite que transmita sinais analógicos, ou se você tiver um conversor.

Isto nos leva ao primeiro equívoco da HDTV. Algumas pessoas acreditam que, como os Estados Unidos estão mudando para a HDTV, tudo de que vão precisar é uma TV nova e automaticamente terão a HDTV quando o serviço analógico terminar. Infelizmente não é bem assim.

A HDTV é apenas uma parte da transição da TV digital. Nós veremos mais detalhes sobre a HDTV, inclusive a diferença entre ela e a TV digital, no próximo capítulo.


TV digital x HDTV
O Comitê para Padrões de Televisão Avançados (ATSC) determinou padrões voluntários para a TV digital. Tais padrões incluem a forma como som e vídeo são codificados e transmitidos. Também fornecem diretrizes para diferentes níveis de qualidade. Todos os padrões digitais têm qualidade superior aos sinais analógicos. Os padrões HDTV são os mais altos de todos os sinais digitais.


Formato de tela padrão x formato de alta definição

A ATSC criou 18 formatos de transmissão digital para vídeo. O formato de qualidade mais baixa é quase igual à melhor qualidade que uma TV analógica consegue exibir. Os 18 formatos cobrem diferenças de:

  • Formato de tela - a televisão padrão tem um formato 4:3 - quatro unidades de largura por três de altura. A HDTV tem formato 16:9, mais parecida com uma tela de cinema.
  • Resolução - o menor padrão de resolução (SDTV) será semelhante à TV analógica e chegará a 704 x 480 pixels. A maior resolução HDTV é de 1920 x 1080 pixels. A HDTV consegue exibir cerca de dez vezes mais pixels que um aparelho de TV analógico.
  • Taxa de quadros (frame rate) - a taxa de quadros de um aparelho diz quantas vezes ele cria uma imagem completa na tela por segundo. As taxas de quadros da TV digital geralmente terminam com "i" ou "p" para informar se são entrelaçadas (interlaced) ou progressivas (progressive). As taxas da TV digital variam de 24p (24 quadros por segundo, progressivos) a 60p (60 quadros por segundo, progressivos).
Muitos destes padrões têm exatamente o mesmo formato de tela e resolução - a diferença está nas taxas de quadros. Quando você escutar alguém falar de um aparelho HDTV "1080i", significa que este aparelho tem resolução nativa de 1920 x 1080 pixels e exibe 60 quadros por segundo, entrelaçados.

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Os 18 padrões de TV digital

As emissoras podem escolher quais destes formatos vão adotar e se vão transmitir em alta definição - muitas já estão usando sinais digitais e de alta definição. Fabricantes de eletrônicos decidem quais formatos de tela e resoluções suas TVs vão ter. Os consumidores decidem quais resoluções são mais importantes para eles e compram seus equipamentos com base nisso.

Até a data de encerramento da transmissão analógica, as emissoras terão dois canais disponíveis para enviar sinal - um para o sinal analógico e um canal "virtual" para o sinal digital. Por enquanto, as pessoas podem assistir ao sinal digital transmitido pelo ar somente se sintonizarem no canal digital virtual da emissora. Quando as transmissões analógicas forem encerradas, as pessoas vão receber pelo ar somente sinais digitais.

No entanto, apesar de o sinal digital ser de qualidade superior ao sinal analógico, não é necessariamente de alta definição. A HDTV é nada menos que o padrão de TV digital mais alto. Mas ver uma imagem de alta definição e escutar o som Dolby Surround que a acompanha depende de duas coisas. Primeiro, a emissora tem que transmitir um sinal de alta definição. Segundo, você precisa do equipamento certo para recebê-lo e vê-lo. A seguir veremos como adquirir um aparelho HDTV e depois, o sinal digital.