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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Novos Eletrônicos: Libretto W100, o laptop dualscreen da Toshiba que mais parece um tablet

Com duas telas multitouch, Windows 7 e especificações razoáveis, o laptop da Toshiba veio bater de frente com o iPad

No evento de comemoração dos seus 25 anos de mercado, a Toshiba lançou um gadget muito interessante: o Libretto W100. Ele é um ultraportátil com duas telas multitouch iluminadas por LED, de 7 polegadas cada e resolução de 1024 x 600 pixels.

Apesar de seu formato similar ao de um Nintendo DS, ele vai além de simples tablets e netbooks. A princípio, o aparelho será lançado em edição limitada, pois assim a empresa conseguirá saber a reação do público ao produto sem ter grandes prejuízos em caso de fracasso.

No entanto, é difícil imaginar isso. Afinal, ele conta com Windows 7 Home Premium instalado, processador Intel Pentium U5400 de 1.2 GHz, 2 GB de memória RAM, espaço de armazenamento de 62 GB (em SSD), Wi-Fi no padrão 802.11b/g/n, Bluetooth, webcam de 1.0 megapixel HD com tecnologia de reconhecimento de face Toshiba e entradas para USB e microSD.

Bom para digitar

As duas telas contam com acelerômetro 3D, tornando a experiência de leitura em sua tela parecida com a leitura do mesmo texto num livro ou jornal. O W100 pesa apenas 700 gramas, tem dimensões 20,1 x 12,8 x 3 cm e conta com 6 modos de exibição de teclados virtuais sensíveis ao toque.

Como era de se esperar, o Libretto é multitarefas e pode ser tanto utilizado para navegar na internet, quanto para execução de arquivos multimídia. Quem comprar uma das poucas unidades disponibilizadas no final de agosto, no Japão – posteriormente em mercado como Europa e Estados Unidos –, precisará desembolsar em torno de 1,3 mil dólares (120 mil ienes).

Esse preço é quase o triplo de um iPad, mas se você levar em consideração que o tablet da Apple possui apenas 256 MB de memória RAM – enquanto o iPhone 4 apresenta o dobro –, os 2 GB do Libretto parecem muito interessantes. Fora o preço, outro problema do W100 é que sua bateria de 8 células funciona por um período máximo de 2 horas (4 horas com bateria de alta capacidade).

Suas duas telas funcionam de maneira análoga a um PC com dois monitores. Ou seja, é possível usar ambas para visualizar uma mesma página (retrato ou paisagem) ou cada uma com sua própria janela – por exemplo, uma com janelas do MSN e a outra com o navegador aberto.

Em termos de design, o W100 segue uma linha similar ao Courier da Microsoft (projeto cancelado de booklet) e possui dimensões similares aos antigos “subnotebooks” da linha Libretto da década de 1990. Comparado com os outros tablets já lançados, o da Toshiba é um tanto “quadradão”. Mesmo assim, parece bastante prático, pois cabe facilmente num bolso de casaco, por exemplo.

Você acha que o Libretto W100 tem futuro e/ou representa uma ameaça para o iPad? Qual sua opinião sobre o aparelho em si (design, tamanho e especificações)?

segunda-feira, 8 de março de 2010

O computador que desafia a inteligência humana

A IBM quer desafiar a mente humana. Para isso está desenvolvendo o Watson, um supercomputador para participar de um quiz americano. Estariam as máquinas superando nossa inteligência?

A IBM (International Business Machines) é uma das empresas mais tradicionais e poderosas do mundo tecnológico. O desenvolvimento de computadores com altíssimo desempenho de processamento de dados e investimentos em inteligência artificial (a tecnologia que possibilita a criação de robôs e androides nos filmes) são algumas das características mais fortes da organização.

Para estimular seus colaboradores e provar a qualidade de seus produtos, a multinacional afronta a inteligência humana através de desafios nada comuns. É posta em prática a velha e tão discutida disputa entre o homem e a máquina.

A “bola da vez” é descobrir quem é capaz de “pensar” com maior eficiência: o supercomputador Watson ou o maior campeão do programa norte-americano Jeopardy?

Esse é o Watson

Os engenheiros da IBM vêm desenvolvendo ao longo dos últimos três anos o Watson (o nome foi uma homenagem ao fundador da empresa, Thomas J. Watson). O objetivo da equipe é fazer com que este computador muito potente (e bota potente nisso!) vencer o quiz televisivo mais famoso dos EUA, o Jeopardy.

Neste programa distribuído pela CBS Television Distribution, três participantes são dispostos em frente a um painel com 30 monitores, nos quais são exibidas frases relacionadas com os mais diversificados temas - como política, ciência, artes, história e cultura popular. Para pontuar, cada concorrente deve formular uma pergunta que teria a frase escolhida como resposta.

Qual seria o verdadeiro desafio para o Watson?

Diferente, não é mesmo? Aqui no Brasil nenhum reality show apresentou tal formato, apenas no modelo em que o apresentador faz uma pergunta e o participante responde. Se essa forma de competir já é estranha, uma máquina tem dificuldades muito maiores.

O verdadeiro desafio

Eis que está o maior desafio do Watson: interpretar os enigmas, as ironias, as sutilezas e a subjetividade que possa existir no conteúdo apresentado durante a disputa. Sem falar nas infinitas possibilidades de assuntos abordados, no pouco tempo de processamento dos dados e na compreensão e adaptação das perguntas em uma linguagem humana (muito mais complexa que os símbolos estáticos da linguagem de computadores).

Um dos possíveis concorrentes para o supercomputador da IBM é Ken Jennings, vencedor de 75 edições consecutivas do programa, acumulando um montante de US$ 2,52 milhões no ano de 2004. Para ser justo, Watson não terá conexão com a internet durante o evento, que, segundo os boatos da web, deve ocorrer em 2011.

Estamos sendo superados pelas máquinas?

Esta não será a primeira vez que a IBM põe à prova a eficiência da inteligência do ser humano. Em 1997, o computador chamado Deep Blue contou com um processamento de 200 milhões de movimentos de xadrez por segundo para derrotar o campeão mundial da modalidade, o russo Garry Kasparov.

A derrota foi muito contestada na época e indícios de adulterações durante a partida foram motivos de reclamação por parte de Kasparov. Ele teria pedido uma revanche, mas a IBM não topou e “aposentou” o Deep Blue. Seria isso uma tentativa de encobrir alguma malandragem realizada?

As tecnologias dominam o mundo.

Deixando de lado as especulações e polêmicas, fato é que as empresas de tecnologia investem pesado em sistemas cada vez mais potentes e parecidos com a forma que o homem processa informações. Afirmar que máquinas já podem imitar o funcionamento do cérebro humano é uma precipitação.

Entre dilemas éticos e expectativas futuristas, o que não podemos negar é que os computadores chegam mais longe a cada dia que passa. Quem ganha com isso? No fundo todos nós saímos vencedores, seja com novos equipamentos para a área da saúde, inovações nos meios de comunicação ou a forma como os negócios são administrados. A tecnologia e o homem sempre andarão juntos rumo à prosperidade.

As tecnologias se renovam constantemente.

Aonde a capacidade de processamento e de inteligência artificial das máquinas pode chegar? Corremos risco de sermos dominados por supercomputadores ou isso não passa da ficção cinematográfica? Deixe sua opinião no espaço destinado para comentários!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

NVIDIA versus ATI

Qual fabricante é a melhor? Se você acha que é a NVIDIA, disque 0800-1. Já se você prefere a ATI, disque 0800-2. Aqui você decide!

Se você é do tipo “jogador hardcore” que possui um computador montado e escolheu peça por peça a dedo, possivelmente deve conhecer todos os modelos dessas grandes fabricantes.

Aliás, é mais provável que você conheça apenas uma dessas marcas, pois a grande maioria dos jogadores que decide usar um PC personalizado começa a pegar gosto por determinada marca e repulsa pela outra.

Depois da luta entre Sonystas e Caixistas, agora queremos propor uma briga entre fãs da NVIDIA (o lado verde da força) e fãs da ATI (o lado vermelho da força). Claro, nossos artigos têm a única intenção de criar discussões saudáveis para que todos possam ver os aspectos positivos em ambas as fabricantes.

Aliás, essas duas grandes marcas não permitem um combate exatamente idêntico ao que ocorre quando comparamos video games. Se você notar bem, os consoles da Sony e da Microsoft são duas tecnologias que não evoluíram mais e receberam apenas novos acessórios, enquanto as fabricantes de placas gráficas estão sempre em constante evolução.

Sendo assim, o artigo de hoje da série Versus pretende mostrar um pouco dessa corrida e do que cada fabricante vem inserindo no mercado da informática. Obviamente, o Baixaki não opina nada nesta disputa, afinal de contas o que interessa aqui é o seu ponto de vista, portanto leia e opine à vontade!

NVIDIA - O lado verde da força...Conhecendo os lutadores

De um lado está a NVIDIA, com toda sua fama e glória de fabricante que mais comercializa placas de vídeo no mundo. Sempre com o foco na cor verde, a NVIDIA mantém a posição de maior vendedora, juntamente com o apoio de sua legião de fãs.

Baixe o wallpaper da NVIDIA clicando aqui ATI - O lado vermelho da força

No outro lado está a ATI, empresa que cresceu muito depois da compra por parte da AMD. Vestindo sempre a cor vermelha, a ATI oferece grandes tecnologias e vem crescendo muito graças à rapidez com que lança novas placas gráficas.

Baixe o wallpaper da ATI clicando aqui

Round 1: placas com suporte para DirectX 11

Na acirrada disputa pelo primeiro lugar como maior fabricante do ramo, ambas as marcas investem em tecnologia constantemente para criar novas placas e sair na frente. Ano passado a Microsoft havia anunciado o lançamento do DirectX 11, fator que fez as fabricantes de chips gráficos agilizarem o processo na criação de hardware compatível.

ATI ataca logo com um soco de direita!

A verdade é que a ATI lançou placas com DirectX 11 ainda no ano passado e saiu anos-luz na frente da NVIDIA. Demonstrando superioridade, a ATI conseguiu tomar o posto de maior vendedora durante o período em que reinou com o DX 11. A NVIDIA até anunciou novos modelos, contudo demorou aproximadamente seis meses para colocar um produto com a mesma tecnologia no mercado.

NVIDIA defende e tenta revidar...

Quando a NVIDIA lançou sua placa, já havia oito modelos da ATI com suporte para DirectX 11. Apesar da difícil concorrência, a NVIDIA não deixou barato e lançou uma placa realmente potente. Atualmente as duas brigam acirradamente pelo posto de melhor, sendo que em alguns games a ATI mostra melhores resultados e em outros a NVIDIA fica com a glória.

Round 2: tecnologias importantes

Obviamente, quando se trata de qualidade gráfica não se considera apenas a tecnologia DirectX 11, pois ela não proporciona todos os detalhes em um game. Sendo assim, a Ageia havia entrado no ramo das placas e criado a tecnologia PhysX — importantíssima para dar mais realismo as partículas físicas.

NVIDIA dá um gancho sensacional!

A NVIDIA aproveitou sua fortuna para comprar a tecnologia PhysX e inserir configurações específicas em seus chips a fim de rodar as partículas físicas dos jogos usando o processador da placa de vídeo. E claro que a ATI não teve muito o que fazer, visto que a tecnologia é proprietária e muitos desenvolvedores usam o PhysX em seus jogos.

ATI segura como pode o ataque do adversário

Todavia, a ATI também não fica pra trás, porque apesar de a NVIDIA ser a única capaz de rodar PhysX via hardware, os PCs que usam ATI podem usar softwares que executam a tecnologia. Claro que isso exige muito do processador, mas se estamos falando de computadores robustos, não há porque ter dó do CPU, o qual deve seguir o nível top das placas de vídeo.

Round 3: relação custo-benefício

A ATI sempre foi uma fabricante que prezou por manter preços baixos, característica semelhante da AMD. Apesar de lançar produtos com alta tecnologia, a ATI conseguiu manter os preços numa faixa razoável, de modo que com muita economia os jogadores podem adquirir uma Radeon de alto desempenho.

ATI não deixa barato e usa um soco baixo!

A NVIDIA por outro lado abusou de sua fama e sempre manteve preços mais altos, visto que os usuários sempre usam o argumento “NVIDIA é melhor, vale o preço”. Todavia, ultimamente a história talvez tenha mudado de figura, pois enquanto a ATI vendia placas com DirectX 11 por um determinado valor, a NVIDIA insistia em manter preços altos de produtos com DirectX 10.

NVIDIA evita o ataque e arma a defesa

Com certeza o lançamento das novas GeForce ajudou a baratear os preços das antigas placas, porém os produtos com suporte para DirectX 11 chegaram novamente com um preço elevado. Considerando apenas o modelo mais top (GTX 480), nota-se uma diferença de 100 dólares em relação à placa equivalente da ATI (HD5870).

Round 4: exibição de qualidade

Falando em inovação, não há como não pensar na fantástica tecnologia 3DVision que tem feito a NVIDIA manter-se no topo com suas placas. Muitos games vêm aderindo ao 3D e com isso o lado verde da força tem vendido muitos kits (com óculos e placa). Nem todo mundo gosta, mas para as desenvolvedoras de jogos o 3D é uma ideia fantástica que gera muito lucro.

NVIDIA usa um golpe especial...

Nesse aspecto ainda não há como a ATI concorrer, pois não há anúncios oficiais do lançamento de uma tecnologia 3D por parte da AMD. Todavia, a fabricante do lado vermelho da força tem suas artimanhas e tenta conquistar os jogadores com outra tecnologia.

ATI também aproveita para usar seu especial

Apesar de não proporcionar imagens saltando para fora da tela, a tecnologia Eyefinity viabiliza um campo de visão muito maior dos jogos. Evidentemente, ela só está ao alcance de jogadores com grande poder aquisitivo, porque além de ter que comprar uma placa muito potente, o jogador deve ter vários monitores (três ou mais).

Round 5: a placa mais potente

Não adianta espernear, atualmente a AMD ATI está na frente. Por ter sido esperta e investido na criação de placas com DirectX 11 bem antes da NVIDIA, a ATI conseguiu tomar a frente e criar a placa mais potente da atualidade.

ATI continua socando a adversária

A AMD ATI Radeon HD5970 é a única placa com suporte para DirectX 11 e dois núcleos de processamento. Além disso, existem montadoras que aproveitaram a HD5970 para criar modelos com 4 GB de memória RAM. Sendo assim, em todos os testes realizados pela internet, a AMD ATI fica com o posto de fabricante mais potente.

NVIDIA tenta defender...

Obviamente os resultados das análises na internet demonstram apenas que uma placa de núcleo duplo da AMD ATI é melhor que uma de núcleo único da NVIDIA. Todavia, em breve o lado verde da força deve lançar um processador gráfico com dois núcleos.

Round 6: as montadoras

Se você já comprou uma placa de vídeo algum dia, deve ter notado que existe uma grande quantidade de montadoras. Dentre tantas estão a XFX, a ASUS, a MSI, a Zogis, a Palit e muitas outras. As montadoras não influenciam muito na briga entre as fabricantes, porém ajudam o usuário a definir qual modelo desejam comprar, visto que fazem placas com diferentes quantidades de memória, configurações e jogos.

NVIDIA usa de artimanha e contrataca!

Antigamente a NVIDIA contava com as principais marcas a seu favor. Entre elas estava a XFX, que sempre foi conhecida apenas por trabalhar com a marca GeForce. Essa alegação sempre foi um ponto positivo a favor dos consumidores que adoram a NVIDIA, justamente porque a ATI contava com marcas menos conhecidas, como a PowerColor e a Sapphire.

ATI bloqueia os golpes...

Felizmente a maioria das grandes marcas foi obrigada a fechar contrato com a ATI, justamente em decorrência do pioneirismo no lançamento de processadores gráficos com suporte para DirectX 11. Atualmente a XFX, a ASUS, a MSI e tantas outras já produzem placas com os processadores Radeon, fator que beneficia todos os jogadores.

Round 7: consoles que usam chips gráficos

Falando em discussões de placas de vídeo, não poderíamos esquecer que essas duas fabricantes criaram processadores gráficos para os principais consoles da geração atual. Quando alguém coloca o tema “melhor video game” numa conversa, pode saber que o aspecto qualidade gráfica vai ser abordado e aí é que o bicho pega.

Agora sim, ATI bate no queixo e tenta um golpe Ultra...

A ATI deu o primeiro passo nesse sentido e criou chips dedicados para o Xbox 360 e o Nintento Wii. A placa do Wii não é grande destaque no quesito gráfico, mas certamente proporciona excelentes resultados para o propósito do console. Já o processador gráfico do Xbox 360 mostra-se muito poderoso e proporciona uma qualidade incrível como é possível notar em jogos como Gears of War 2 e Mass Efect 2.

Gráficos incríveis rodando na placa da ATI

Sucesso no bloqueio... é isso aí... NVIDIA dá um Combo Breaker!

Se por um lado a ATI produz placas para dois consoles, por outro a NVIDIA não deixa barato e fabrica um processador fenomenal para o Playstation 3. Os melhores gráficos do PS3 são claramente visualizados em games como God of War 3, Uncharted 2 e Killzone 2.

Placa da NVIDIA também surpreende com God of War 3

Round 8: jogos patrocinados

Aproveitando a enorme quantidade de vendas, as fabricantes de placas de vídeo patrocinam jogos para que seus nomes sejam divulgados. A NVIDIA é um claro exemplo de empresa que utiliza absurdamente o marketing a seu favor.

NVIDIA tenta alguns golpes finais

Quem sempre está antenado com os novos lançamentos de jogos já deve ter percebido que às vezes o logo da NVIDIA aparece antes mesmo de o jogo começar. Isso acontece geralmente em games que podem utilizar o 3DVision ou o PhysX.

ATI surpreende e deixa tudo num empate técnico

A AMD ATI não investe muito nesse aspecto, porém de uns tempos para cá houve um crescimento absurdo no número de jogos patrocinados pela marca. Alguns exemplos são encontrados na página oficial da fabricante.

Round final: sua escolha

Enfim, agora que expusemos os principais pontos positivos e negativos de cada fabricante, gostaríamos que você definisse o grande vencedor desse combate. Atualmente, qual a melhor fabricante de placas de vídeo? Argumente e espalhe sua opinião no Baixaki!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

27 de Janeiro - O IPAD nasce

Finalmente o dia chegou. Steve Jobs, CEO da Apple, finalmente apresentou ao mundo sua mais nova criação: o iPad. Com uma tela touchscreen de 9,7", o tão esperado tablet foi anunciado no palco do Yerba Buena Center, em São Francisco.

O evento durou mais de uma hora e explorou praticamente todas as funções e ferramentas do novo produto de Jobs. E entre as incríveis novidades, a mais animadora: o tablet será comercializado dentro de três meses e com preços a partir de 499 dólares. No Brasil, a partir do segundo semestre.

Além disso, foram divulgados os acessórios compatíveis com a novidade, assim como os aplicativos. Questões como compatibilidade com outros produtos da marca Apple também foram abordados, com notícias positivas para quem possui MacBooks ou iPhone.

Mas por que tanta expectativa?

Antes de ser anunciada, pouco se sabia sobre a tablet, praticamente nada. Para ter uma ideia do quão misterioso esse projeto foi, a sua própria funcionalidade era incerta. Havia quem afirmava ser a revolução dos computadores enquanto outros acreditavam ser uma versão mastodôntica do iPhone ou um e-reader para rivalizar com o Kindle, da Amazon.

Mas então por que tanta expectativa por um produto que ninguém sabe ao menos para que funciona? Simples, porque o iPad é, ao mesmo tempo, tudo isso e algo completamente novo! É o meio termo entre todos esses aparelhos.

A grande novidade trazida pela tablet da Apple é a tão falada convergência das mídias. Em outras palavras, este novo produto agrega as principais funcionalidades de equipamentos já conhecidos, como notebooks, netbooks, PDA, smartphones e e-readers.ve

Com isso, é possível ler jornal, revistas, livros, assistir a programas de TV, jogar games e navegar na internet através de um único aparelho e com total comodidade. É praticamente uma revolução na informática, tornando-a ainda mais multimídia e reinventando o modo de adquirirmos e utilizarmos conteúdo digital. E segundo boatos, Steve Jobs estaria incrivelmente orgulhoso do iPad.

Visão geral da tablet

Mitos e verdades

O que era apenas uma possibilidade foi praticamente confirmado no convite do Keynote Apple 2010, evento exclusivo da empresa. A frase “Venha conhecer nossa nova criação” deu a certeza de que a tão esperada tablet seria apresentada por seu criador nesta data.

A partir disso, pessoas do mundo inteiro passaram a especular praticamente tudo referente ao novo produto, desde como iria se chamar até quais seriam suas configurações. E é claro que entre os vários chutes, vários foram confirmados, enquanto outras ficaram apenas no mundo da fantasia.

Prancheta da Apple

Se você já é usuário do iPhone e está preocupado com a adaptação ao sistema do iPad, pode ficar tranquilo. A tablet utiliza o iPhone OS 3.2, uma versão atualizada do sistema operacional do popular aparelho. Isso justifica a afirmação de Steve Jobs de que o aparelho mal foi lançado e mais de 75 milhões de pessoas já sabem utilizá-lo devido ao iPhone e iPod Touch.

iTablet, iCanvas, iSlate, Magic Slate e Newton II foram alguns dos nomes especulados, mas o que saiu da boca do todo poderoso da Apple na tarde do dia 27 de janeiro foi iPad. Saiba agora tudo o que foi revelado sobre esta grande novidade!

O que foi revelado

Além disso, boa parte dos rumores e informações que aos poucos se espalharam pela internet mostrou-se real. A funcionalidade multimídia foi exibida por Jobs enquanto lia sua versão digital da revista Times, executava arquivos de áudio via iTunes e acessava a página do Facebook.

Outro aspecto bastante discutido foi em relação ao teclado do iPad. Os rumores de que o aparelho utilizaria uma tela sensível a toques para escrever foram comprovados quando o todo-poderoso da Apple exibiu no telão de Yerba Buena Center a funcionalidade.

Filmes no iTunes

Steve Jobs também apresentou as características do iPad. A tela LCD com backlight de LED foi confirmada com 9.7” e com capacidade total de Multitouch. Em geral, o aparelho possui 1,27 cm de espessura e pesa apenas 680 gramas.Além disso, o visor widescreen possui 1024 por 768 pixels de resolução a 132 pixels por polegada.

Um dos grandes medos dos usuários, a duração da bateria, oferece 10 horas de uso e cerca de 30 dias em standby, ou seja, sem ser utilizado. Mas alguém conseguiria ficar um mês longe de uma belezinha dessas? E para carregá-lo, basta conectá-lo a um computador através de um cabo USB.

Já sobre a capacidade, a Apple surpreendeu ao revelar que a tablet usa um processador próprio, o Apple A4 de 1 GHz. Quanto ao espaço para armazenamento, o iPad possui memória flash SSD de 16, 32 ou 64 GB.

A essa altura do campeonato você deve estar se perguntando sobre a conexão a internet. Pois saiba que o iPad utiliza wireless 802.11n e possui conexão Wi-Fi, 3G (não todos) e Bluetooth 2.1 + EDR.

Visualização de mapas

E como se não bastasse tudo isso, o novo produto da Apple ainda possui acelerômetro, bússola, microfone, alto-falante e conector dock. Em outras palavras, tudo aquilo que havia sendo especulado por meses foi confirmado.

Mais e mais exibições

O jornal The New York Times mostrou sua página desenvolvida especialmente para o iPad e que o usuário pode acessá-la facilmente a partir da novidade. Isso mostrou que a nova criação da Apple é, entre tantas outras coisas, um ótimo e-reader e promete revolucionar o mercado editorial.

Outra grande novidade apresentada foi sobre os games. Muito se falou sobre a possibilidade de rodar games mais pesados no aparelho, e a Electronic Arts mostrou ser tudo verdade. A empresa exibiu demonstrações de games como Need for Speed Shift e Major League Baseball com desempenhos impressionantes.

E para quem gosta de ler e-books, a Apple mostrou a funcionalidade de e-reader, o que faz com que o iPad seja um rival e tanto para o Kindle. Além disso, o anúncio da criação da iBook Store, com livros digitais no popular formato ePub, foi um golpe e tanto para a hegemonia da Amazon.

iPad também é e-reader

Nem tudo são flores

Entretanto algumas especificações sobre o iPad foram um tanto quanto desanimadoras. A suposta câmera que muitos acreditavam vir incorporada, por exemplo, não existe.

Mas o que realmente desapontou foi a não compatibilidade com Flash, que limita bastante a funcionalidade. Além disso, foi anunciado que a tablet não é multitarefas, ou seja, só é possível executar um aplicativo por vez.

É só entretenimento?

A resposta é não! Se você queria saber se o iPad também é útil fora do mundo dos jogos e diversão, saiba que pode utilizá-lo sem medo. A interface do iWork, aplicativo para elaboração de textos, planilhas e slides, foi totalmente reconstruída.

Novamente o teclado touchscreen foi exibido para exemplificar o funcionamento do editor de textos. Pouco prático, mas elimina completamente a utilização de teclados e mouse físicos. A tecnologia multitouch empregada é bastante eficaz para simular os periféricos.

Contatos e teclado do iPad

E você ainda pode utilizar o iWorks em outros produtos da marca Apple, ou seja, nada foi desenvolvido exclusivamente para o iPad. Seu MacBook pode dormir em paz sem medo de ser aposentado.

Se você gosta de desenhar ou quer utilizar sua tablet como instrumento artístico, também pode utilizar o aplicativos Brushes, que demonstrou um desempenho bastante satisfatório na exibição. E tudo feito com a ponta dos dedos.

E meu iPhone como fica?

Outra suspeita que se tornou realidade é a tão sonhada compatibilidade com os aplicativos já existentes para iPhone. Então, se você estava preocupado em não poder utilizar os mesmos programas no iPad, pode ficar tranquilo.

E para quem curte jogos para móveis, a Gameloft, principal desenvolvedora de jogos para o iPhone, fez a demonstração do jogo SDK, já à venda na Apple Store, e exibiu o FPS (first person shooter) Nova, desenvolvido para ser exibido na conferência.

E quanto vai pesar no bolso?

O pacote de transferência de dados de 250 MB, ao menos nos Estados Unidos, sairá por US$ 14,99. Já para uso ilimitado, o custo será de US$ 29,99, isso sem contar o acesso grátis através de rede WiFi. E você pode cancelar o pacote a qualquer momento.

Compatibilidade com iTunes e outros aplicativos da Store

Além disso, os modelos 3G da tablet serão totalmente desbloqueados, o que permite a utilização fora dos planos anunciados pelas operadoras. Steve Jobs aproveitou para anunciar que o iPad já estará disponível para venda em três meses e internacionalmente em meados de junho ou julho.

Prepare o bolso, já que o valor das tablets foi divulgado. O mais simples, de 16GB e conexão Wi-Fi (sem 3G) serão vendidos a partir de US$ 499. Já o modelo mais completo, com capacidade de armazenamento de 64GB e com conexão 3G sai por nada menos do que US$ 829.

"Nossa mais avançada tecnologia em um aparelho mágico e revolucionário com um preço inacreditável."

Confira os preços anunciados:

Tabela de preços

AcessóriosTeclado para iPad

Não ache que por considerar o teclado touchscreen do iPad algo pouco prático é que ele não sirva para você. Para quem prefere um periférico físico, a Apple lançou estações dock específicas para a tablet. Com isso, basta encaixar seu aparelho no acessório e utilizá-lo como um computador comum.

Também foi divulgado um case para você proteger e guardar a tablet. O interessante é que este acessório pode virar um suporte para facilitar a utilização do teclado touchscreen ou para apoiar o aparelho e assistir filmes confortavelmente.

Considerações iniciais

O iPad mal foi anunciado e muito já se fala sobre a sua real utilidade. Há quem diga que é apenas um iPhone encorpado, enquanto outros veem nele o futuro. Mas uma coisa é certa, o mercado tecnológico vai ter de se adaptar com a chegada da tablet da Apple.

O primeiro a sentir a presença da novidade é o Kindle, da Amazon. Como o iPad também é e-reader e suporta um formato de livros digitais bem mais populares do que o rival, é possível que a venda de livros pelo iBook Store retire a hegemonia do Kindle.

É claro que o leitor da Amazon ainda possui suas vantagens, como a duração da bateria. Como ele utiliza e-ink, ou seja, o gasto de energia é feito apenas durante a troca de páginas, o que faz com que o consumo de bateria seja menor.

Isso sem contar o preço. O Kindle DX, maior modelo do e-reader da Amazon, é vendido por 489 dólares, enquanto foi anunciado que o iPad terá valores a partir de US$ 499. Isso deve resultar na queda de preço do e-reader, que já é enviado para o Brasil. Então, se você pretendia comprar um, aguarde os novos preços.

Já os netbooks

Os computadores ultraportáteis também podem sofrer com a chegada do iPad. As tablets já podem ser considerados uma categoria à parte de computadores, assim como os netbooks já são.

O único problema é que as funções de ambos são bastante parecidas, ou seja, acessar a internet, visualizar emails ou assistir a vídeos. A semelhança de tarefas é tanta que o próprio Steve Jobs ironizou os netbooks, considerando-os mais lentos e com baixa qualidade na tela.

Por conta disso, os pequenos computadores devem sentir a presença do iPad, que além de mais bonito, é bem mais prático. O único ponto negativo é a falta de uma entrada USB.

Isso significa que os netbooks de alta configuração devem virar regra e não exceção. As tablets em geral já mostraram ser capazes de desempenhar tarefas com muito mais eficiência do que a maioria dos computadores portáteis atuais.

Finalmente a tão esperada tablet da Apple foi lançada. O que você achou do iPad? Valeu toda a expectativa criada em torno dele? Deixe sua opinião nos comentários

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Para que servem os diversos processos svchost.exe?

Entenda porque são abertos vários executáveis repetidos para o mesmo processo e qual sua função.

Usuários indignados com a lentidão que suas máquinas apresentam depois de certo tempo de uso acabam recorrendo a diversas alternativas para tentar ganhar algum desempenho. Uma delas é usar a combinação de teclas “CTRL + SHIFT + ESC” para abrir o Gerenciador de Tarefas e fechar os processos que o usuário considera desnecessários.

O problema em se fazer isso é que nem sempre sabemos a que exatamente os processos abertos se referem, ou qual a sua importância para o bom andamento das tarefas do Windows. Esse fato é ainda mais grave quando falamos de um processo específico, que intriga muitos usuários: o “svchost.exe”.

As famosas DLLs

Todos os sistemas operacionais da Microsoft utilizam as “Dynamic-link Libraries” ou “DLLs” para os serviços importantes, que são responsáveis pelas tarefas internas do sistema. Praticamente todos os programas utilizados no Windows acessam pelo menos um dos arquivos DLL presentes nas pastas de sistema.

O problema é que arquivos DLL não são executáveis, e é aí que entra o papel do processo “svchost.exe”. Se você entende inglês, pode perceber que o nome do arquivo lembra a expressão “service host” ou “hospedeiro de serviços”. A função desse executável é justamente essa: ser a interface entre DLLs dos serviços do Windows e os demais componentes do sistema e executá-los quando necessário.

Um detalhe a ser exposto é que é simplesmente inviável abrir um processo para cada DLL carregada pelo sistema. Por isso, cada um dos processos “svchost” abertos cuida de um grupo determinado de DLLs. Por exemplo: um dos processos gerencia os serviços de rede, outro mantém funcionando a segurança, e assim por diante.

Posso finalizar um dos “svchost.exe”?

Depende. Muitos serviços do Windows são essenciais para o seu funcionamento, ou mesmo para manter a segurança do sistema intacta. Dentro de um dos processos “svchost”, por exemplo, são controladas as funções do Firewall nativo e, se fechado, poderá deixar seu computador vulnerável a ataques provenientes da web.

Gerenciador de Tarefas

Entretanto, como todo usuário de Windows sabe, muitos serviços executados são simplesmente inúteis para alguns perfis de usuário. Sendo assim, convém desligá-los completamente para ganhar performance, desde que o usuário tenha a certeza de que o serviço realmente está só ocupando espaço na memória e tempo de execução do processador.

ATUALIZAÇÃO: conforme apontado por diversos usuários no sistema de comentários, a caixa de seleção "Mostrar processos de todos os usuários" deve estar marcada para que os processos "svchost.exe" apareçam na lista. O Portal Baixaki agradece a comunidade por terem atentado para esse detalhe.

Vírus e malwares

Alguns programas maliciosos são capazes de se disfarçarem como parte integrante do sistema, nomeando seus processos como “svchost.exe” e confundindo o usuário. Um bom antivírus, com as últimas definições, costuma detectar esse tipo de ameaça sem problemas, mas o usuário também pode tentar descobrir se um processo aberto é legítimo ou suspeito.

Descobrindo o que cada processo faz

Se você abrir o Gerenciador de Tarefas do Windows (CTRL + SHIFT + ESC) e explorar a aba “Processos”, verá que existem diversos “svchost” abertos, com uma descrição genérica. O procedimento para descobrir o que cada um faz é simples:

1. Clique com o botão direito do mouse sobre um dos “svchost” abertos e, no menu de contexto, clique em “Ir para serviço(s)”.

2. Depois de alguns segundos, o Gerenciador de Tarefas mudará para a aba “Serviços”, mostrando todos os que estão em execução e selecionando aqueles gerenciados pelo “svchost” consultado.

3. Se você julgar que algum dos serviços mostrados não precisa ser mantido em execução, selecione-o, clique com o botão direito do mouse, e escolha a opção “Interromper Serviço”.

ATENÇÃO: novamente ressaltamos que não é recomendável interromper serviços que você não conhece, pois eles podem ser vitais para o funcionamento de outros programas, ou mesmo do sistema em si, que pode ficar imprestável ou parar completamente.

O procedimento acima não funciona no Windows XP, mas você pode fazer o download de programas como o Process Explorer (disponível para baixar no Portal Baixaki), que fornecem a habilidade de verificar em detalhes os processos em execução no PC e interrompê-los se necessário.

O Process Explorer e demais programas da categoria também podem ser usados em versões mais atuais do Windows, como o Vista e o 7, mas tais versões possuem facilidades embutidas que dispensam o uso de programas adicionais, a menos que você prefira ferramentas mais específicas do que as nativas do sistema.

Em resumo, o “svchost” é terreno pantanoso do Windows, que não deve ser mexido, a menos que você saiba exatamente o que está fazendo.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Entendendo a fabricação dos processadores

Hoje em dia, os processadores e circuitos integrados são usados em praticamente tudo, de PCs a lâmpadas fluorescentes. A família inclui desde chips extremamente complexos, como um Penryn ou um GT200, até circuitos integrados extremamente rudimentares, que são produzidos aos bilhões e usados em dispositivos simples.

O componente básico para qualquer chip é o wafer de silício que é obtido através da fusão do silício junto com os materiais que permitirão sua dopagem posteriormente. O silício é um dos materiais mais abundantes da natureza (mesmo areia de construção possui 25% de silício), o grande problema é que os wafers de silício precisam ser compostos de silício 99,9999% puro, o que demanda um caro e complicado processo de purificação. Qualquer impureza que passe despercebida nessa fase acabará resultando em um chip defeituoso mais adiante.

Inicialmente são produzidos cilindros (ingots), com de 20 a 30 centímetros de diâmetro, que são posteriormente cortados em fatias bastante finas:

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Essas "fatias" são polidas e tratadas, obtendo os wafers de silício. A qualidade do wafer determinará o tipo de chip que poderá ser construído com base nele.

Wafers de baixa qualidade, usados para construir circuitos rudimentares, com poucos milhares de transístores, podem ser comprados a preços bastante baixos, a partir de milhares de fornecedores diferentes. Entretanto, para produzir um processador moderno, é preciso utilizar wafers de altíssima qualidade, que são extremamente caros.

Toda a tecnologia necessária para produzir os wafers faz com que eles estejam entre os produtos mais caros produzidos pelo homem. Cada wafer de 30 centímetros custa mais de 20 mil dólares para um fabricante como a Intel, mesmo quando comprados em grande quantidade. Um invólucro de 25 unidades como esse custa uma pequena fortuna:

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Cada wafer é usado para produzir vários processadores, que no final da produção são separados e encapsulados individualmente. Não seria possível mostrar todos os processos usados na fabricação de um processador, mas para lhe dar uma boa ideia de como eles são produzidos, vou mostrar passo a passo a construção de um único transístor. Imagine que um Core 2 Duo possui 291 milhões de transístores e cada wafer permite produzir algumas centenas de processadores.

Tudo começa com o wafer de silício em seu estado original. A primeira etapa do processo é oxidar a parte superior do wafer, transformando-a em dióxido de silício. Isso é feito através da exposição do wafer a gases corrosivos e a altas temperaturas. A fina camada de dióxido de silício que se forma é que será usada como base para a construção dos transistores, que ocupam apenas a superfície do wafer:

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Em seguida é aplicada uma camada bastante fina de um material fotossensível sobre a camada de dióxido de silício, cobrindo toda a superfície do wafer. Ele passa então por um banho de luz ultra-violeta, que é aplicada sobre uma máscara de litografia, que "imprime" um padrão sobre a superfície, o que permite criar o desenho dos componentes:

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A camada fotossensível é originalmente sólida, mas ao ser atingida pela luz ultravioleta transforma-se numa substância gelatinosa, que pode ser facilmente removida. Depois de remover as partes moles da camada fotossensível (através de um banho químico), temos algumas áreas do dióxido de silício expostas, e outras que continuam cobertas pelo que restou da camada.

O wafer passa por um novo banho químico (baseado em compostos diferentes), que remove as partes do dióxido de silício que não estão protegidas pela camada fotossensível. Apesar disso, o restante continua intacto:

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Finalmente, é removida a parte que restou da camada fotossensível. Note que, como temos substâncias diferentes, é possível remover uma camada de cada vez, ora o dióxido de silício, ora a própria camada fotossensível.

Com isto é possível "desenhar" as estruturas necessárias para formar os transístores:

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Concluídas as etapas básicas de construção dos transístores, uma finíssima camada de metal é aplicada sobre a estrutura anterior, usando um processo avançado de eletrolise. Nos processadores atuais, que são produzidos através de uma técnica de produção de 0.045 micron, essa camada metálica tem o equivalente a apenas dois átomos de espessura.

O processo de aplicação da camada fotossensível, de litografia e de remoção das camadas, é aplicado mais uma vez, com o objetivo de remover as partes indesejadas da camada de metal:

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Este processo é repetido mais algumas vezes, criando uma estrutura tridimensional de filamentos metálicos, que interligam os transístores e permitem a comunicação entre os diversos componentes internos do processador:

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O número de camadas varia de acordo com o projeto do processador. A Intel usava um processo de 8 camadas no Core 2 Duo, enquanto a AMD usava um processo de 11 camadas no Phenom, por exemplo. Mais camadas permitem melhorar a comunicação entre diferentes componentes do processador (o que pode ser usado para criar um projeto mais eficiente), mas por outro lado encarecem a produção e aumentam o índice de defeitos.

Como você viu, embora absurdamente mais avançado, o processo de fabricação dos processadores é muito similar ao processo de revelação de fotos, onde a imagem do negativo é impressa no papel fotográfico usando luz. O "negativo" neste caso são as retículas (as máscaras de litografia).

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No começo (início da década de 70), os filmes usados para produzir as máscaras de litografia eram, literalmente, feitos a mão, usando rubylith, um filme plástico de duas camadas, que é ainda usado por artistas gráficos. O engenheiro cortava a camada superior usando um estilete, criando um desenho das trilhas e outros componentes que seriam posteriormente "impressos" no wafer de silício formando o chip. Eram usadas várias máscaras diferentes, que deveriam combinar-se com precisão absoluta.

As máscaras feitas no rubylith eram depois transferidas para um filme, através de um processo de redução, gerando as retículas usadas na produção. Devido à enorme precisão envolvida, são utilizados espectros de luz não-visível, utilizando comprimentos de onda incrivelmente curtos, geradas a partir de laser ou pulsos de de descarga.

A técnica usada é chamada de litografia óptica. Existem atualmente diversas variações da tecnologia, como a EUVL (Extreme Ultra Violet Lithography), usada nos processadores atuais. Quanto mais avançada a técnica usada, menores são os transístores, permitindo o desenvolvimento de processadores mais complexos e rápidos.

Atualmente, o processo de produção das máscaras é completamente automatizado. O próprio desenvolvimento dos processadores mudou. Ao invés de projetar os circuitos manualmente, os engenheiros utilizam um HDL (hardware description language), como o VHDL ou o Verilog (os mais usadas atualmente), que são uma espécie de linguagem de programação para o desenvolvimento de processadores, onde o engenheiro "programa" as instruções que devem ser executadas e outras características do processador, e o HDL gera o projeto do chip.

Naturalmente, ainda é possível desenvolver processadores (ou otimizar componentes internos específicos) usando o processo manual (assim como é possível programar em assembly), mas o processo se torna muito mais lento e trabalhoso. É comum que os processadores passem por diversas revisões durante sua via útil, onde a equipe de desenvolvimento começa com um design produzido através de um HDL e depois trata de otimizá-lo sucessivamente, obtendo assim ganhos de performance e outras melhorias.

No final do processo, temos um grande arquivo, que é enviado para a fábrica, onde são produzidas as retículas e feitas as demais fases do processo. Uma vez terminado o projeto, os engenheiros precisam esperar várias semanas até que os primeiros chips funcionais sejam produzidos. Qualquer erro que chegue até a fase de produção geraria um prejuízo de vários milhões, por isso o projeto passa por inúmeras revisões.

As máquinas de produção (chamadas steppers) repetem a "impressão" várias vezes, até cobrir toda a área do wafer de silício. Em seguida o wafer é movido para a máquina com a máscara seguinte e assim continua, até que o processo esteja completo. Todo o processo é feito numa sala limpa, por engenheiros usando os trajes de astronauta que aparecem nos comerciais da Intel. Todo cuidado é pouco, já que cada wafer contém centenas de processadores, que juntos valem algumas dezenas de milhares de dólares. Temos aqui uma foto ilustrativa, cortesia da Intel:

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Depois de pronto, o wafer é cortado, dando origem aos processadores individuais. Desses, muitos acabam sendo descartados, pois qualquer imperfeição na superfície do wafer, partícula de poeira, ou anomalia durante o processo de litografia acaba resultando numa área defeituosa. Como não é possível produzir um wafer de silício quadrado, temos também os processadores "incompletos", que ocupam as bordas do wafer e que também são descartados no final do processo.

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Você poderia perguntar o porquê de não utilizarem retículas maiores para imprimir todo o wafer de uma única vez, ao invés de ter que repetir o processo para cada processador individual. O problema aqui reside no foco, que é perfeito no centro e sensivelmente pior nas bordas.

Já é difícil desenvolver máquinas que consigam manter o foco na área do chip, o que dizer então de mantê-lo em toda o wafer, que é uma superfície muito maior. É por isso também que os processadores são sempre mais ou menos quadrados, já que o formato permite obter o melhor foco.

Cada processador é testado individualmente, através de um processo automático. O wafer é finalmente cortado e os processadores "bons" são finalmente encapsulados, ou seja, instalados dentro da estrutura que os protege e facilita o manuseio e a instalação:

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Mesmo quando produzidos na mesma fábrica e sobre o mesmo wafer, não existem dois processadores iguais. Pequenas diferenças no foco, pequenos desvios no posicionamento das máscaras ao "imprimir" cada camada e assim por diante, fazem com que alguns processadores sejam capazes de operar a frequências mais elevadas, ou apresentem diferenças no consumo elétrico.

Em geral, mesmo grandes fabricantes como a Intel e AMD mantêm uma única linha de produção para cada processador. Os processadores são testados individualmente e vendidos de acordo com a frequência de operação em que são capazes de trabalhar.

Um Core Duo 6600 (2.4 GHz) não é diferente de um Core Duo 6800 (2.96 GHz), por exemplo. Ambos compartilham a mesma arquitetura e passaram pela mesma linha de produção (pode ser que os dois tenham até mesmo compartilhado o mesmo wafer! :). A única diferença é que o 6800 teve a "sorte" de sair mais perfeito e, graças a isso, ser capaz de operar a frequências mais altas.

Da mesma maneira, processadores que são capazes de operar com tensões mais baixas são vendidos como processadores mobile, ou dentro das séries de baixo consumo e os processadores que possuem pequenos defeitos têm parte dos núcleos desativados e são vendidos como Semprons ou Celerons. Essa segmentação permite aproveitar melhor a produção de cada wafer, reduzindo o número de núcleos descartados por problemas diversos.

Com o passar o tempo o índice de aproveitamento das fábricas tende a melhorar, fazendo com que mais e mais processadores sejam capazes de operar nas frequências mais altas, até que finalmente é introduzida uma nova técnica de produção, ou uma nova arquitetura, dando início a um novo ciclo.