quarta-feira, 14 de abril de 2010

Novos Eletrônicos: Libretto W100, o laptop dualscreen da Toshiba que mais parece um tablet

Com duas telas multitouch, Windows 7 e especificações razoáveis, o laptop da Toshiba veio bater de frente com o iPad

No evento de comemoração dos seus 25 anos de mercado, a Toshiba lançou um gadget muito interessante: o Libretto W100. Ele é um ultraportátil com duas telas multitouch iluminadas por LED, de 7 polegadas cada e resolução de 1024 x 600 pixels.

Apesar de seu formato similar ao de um Nintendo DS, ele vai além de simples tablets e netbooks. A princípio, o aparelho será lançado em edição limitada, pois assim a empresa conseguirá saber a reação do público ao produto sem ter grandes prejuízos em caso de fracasso.

No entanto, é difícil imaginar isso. Afinal, ele conta com Windows 7 Home Premium instalado, processador Intel Pentium U5400 de 1.2 GHz, 2 GB de memória RAM, espaço de armazenamento de 62 GB (em SSD), Wi-Fi no padrão 802.11b/g/n, Bluetooth, webcam de 1.0 megapixel HD com tecnologia de reconhecimento de face Toshiba e entradas para USB e microSD.

Bom para digitar

As duas telas contam com acelerômetro 3D, tornando a experiência de leitura em sua tela parecida com a leitura do mesmo texto num livro ou jornal. O W100 pesa apenas 700 gramas, tem dimensões 20,1 x 12,8 x 3 cm e conta com 6 modos de exibição de teclados virtuais sensíveis ao toque.

Como era de se esperar, o Libretto é multitarefas e pode ser tanto utilizado para navegar na internet, quanto para execução de arquivos multimídia. Quem comprar uma das poucas unidades disponibilizadas no final de agosto, no Japão – posteriormente em mercado como Europa e Estados Unidos –, precisará desembolsar em torno de 1,3 mil dólares (120 mil ienes).

Esse preço é quase o triplo de um iPad, mas se você levar em consideração que o tablet da Apple possui apenas 256 MB de memória RAM – enquanto o iPhone 4 apresenta o dobro –, os 2 GB do Libretto parecem muito interessantes. Fora o preço, outro problema do W100 é que sua bateria de 8 células funciona por um período máximo de 2 horas (4 horas com bateria de alta capacidade).

Suas duas telas funcionam de maneira análoga a um PC com dois monitores. Ou seja, é possível usar ambas para visualizar uma mesma página (retrato ou paisagem) ou cada uma com sua própria janela – por exemplo, uma com janelas do MSN e a outra com o navegador aberto.

Em termos de design, o W100 segue uma linha similar ao Courier da Microsoft (projeto cancelado de booklet) e possui dimensões similares aos antigos “subnotebooks” da linha Libretto da década de 1990. Comparado com os outros tablets já lançados, o da Toshiba é um tanto “quadradão”. Mesmo assim, parece bastante prático, pois cabe facilmente num bolso de casaco, por exemplo.

Você acha que o Libretto W100 tem futuro e/ou representa uma ameaça para o iPad? Qual sua opinião sobre o aparelho em si (design, tamanho e especificações)?

domingo, 4 de abril de 2010

Os bastidores da internet

É difícil para a Geração Y – os nascidos a partir da década de 1980 – imaginar um mundo em que não haja acesso à web. Mesmo quem nos tempos da famigerada conexão discada de 14400 kbps estava online, ou só depois da meia-noite e aos sábados, quando a ligação era mais barata.

Mas houve uma época em que não havia conexão nem entre computadores em salas adjacentes, imagine então uma rede integrada cobrindo praticamente o mundo inteiro. O método mais fácil de entrar em contato com alguém eram os telefones – apenas fixos – e as secretárias eletrônicas de fita infinita.

Em todo o mundo

Teias tecnológicas

Mesmo antes disso uma das bases para o que hoje é a internet já estava sendo posicionada: a rede de cabos oceânicos.

Desde os tempos dos telégrafos – ainda no século 19 – as comunicações entre continentes, principalmente América do Norte e Europa, acontece graças a enormes cabos desenrolados na superfície por barcos especiais, e instalados no fundo do mar.

Com o desenvolvimento da tecnologia, esse cabeamento passou a atender linhas telefônicas e, mais tarde, também às conexões de internet. Atualmente, fibras óticas se estendem por todos os oceanos garantindo a ligação entre os continentes.

Cabos submarinos de fibra óticaCada um desses cabos é construído de forma a proteger os sinais que ali trafegam. Além de cabos elétricos – responsáveis por manter as propriedades condutoras das fibras óticas – e das próprias fibras, várias camadas de proteção atuam contra a corrosão pela água salgada e contra interferência de sinal.

Anualmente, diversas empresas instalam milhares de quilômetros de cabos desse tipo no mundo, enquanto os mais antigos são desativados ou têm uso desviado para fins puramente científicos.

Essa estrutura de cabos é bastante segura, mas como tudo no mundo, não é completamente imune a falhas ou acidentes. Um exemplo bem próximo foi a quebra dos cabos da Global Crossing que interligam o Brasil com a estrutura de internet dos Estados Unidos em fevereiro de 2010.

Mapa da Alcatel mostrando todos os cabos submarinos instalados  atualmente

Apesar de todas as proteções físicas aos cabos e também de medidas de redundância – que redirecionam para outros cabos o tráfego de informações durante uma eventual quebra de ligação no ramo principal –, vários internautas tupiniquins sofreram de lentidão e até mesmo falta de acesso graças a esse acidente.

Em órbita

O  Sputnik 1O outro principal canal – porém em escala muito menor que o cabeamento submarino – de informações para o mundo online é a transmissão via satélite. Presentes no espaço próximo do planeta desde 4 de outubro de 1957, quando a União Soviética colocou o Sputnik em órbita, os satélites hoje são responsáveis por diversas tecnologias atuais, como o GPS e também a transmissão de dados.

Apesar de responsáveis por menos de 20% do tráfego de informação da internet atualmente, a conexão por satélite é utilizada principalmente para levar conexão de alta velocidade até locais de difícil acesso.

Satélite de comunicação (imagem: Boeing)Uma das grandes restrições para o uso disseminado de satélites para a conexão com a internet é a limitação de banda disponível, uma vez que TVs, operadoras de telefone, governos e empresas – como a Google – utilizam satélites para diversas outras tarefas além da transmissão de dados da web.

Como existe certa limitação de constelações de satélites, já que seu funcionamento depende de posicionamento, tempo e distância da superfície, a quantidade de equipamentos disponíveis para uso exclusivo na conexão com a internet é relativamente pequena.

Nas ondas do rádio

Logo depois de comentar sobre satélites, e falar sobre a conexão wireless – sem fio, literalmente –, pode parecer que as redes Wi-Fi funcionam graças a equipamentos em órbita, mas não é bem assim.

O  roteador de Wi-Fi é uma versão doméstica das torres de transmissão de  dados por rádioCelulares, notebooks e outros aparelhos podem se conectar à internet sem o uso de cabos graças a antenas de rádio específicas, semelhantes – mas muito mais poderosas – ao roteador Wi-Fi que você tem em casa.

Devido às características de onda – frequência, e outras variáveis físicas, para quem se lembra do ensino médio – essas redes não são apropriadas para a distribuição intensa como a feita através das fibras óticas ou satélites.

O que acontece de fato é que todos os dados transmitidos pela antena para seu smartphone ou netbook trafegam, em algum momento, por uma fibra ótica submarina ou pelo sinal de um satélite de comunicações.

Conectando computadores

Foto de época mostrando um mainframe com entrada de dados por fitas  magnéticasEnquanto os soviéticos se preparavam para mandar o primeiro satélite artificial para uma órbita espacial, nos Estados Unidos e na Europa agências militares e universidades trabalhavam no refinamento do processo de utilização dos computadores.

Os mainframes, que executavam os aplicativos desenvolvidos em outras máquinas, utilizados pela defesa americana em suas pesquisas eram guardados em salas especiais, impedindo o acesso direto dos desenvolvedores ao equipamento. Com isso, falhas surgiam e tempo era gasto. Como o custo de manutenção dessas máquinas era muito alto, alternativas eram necessárias para otimizar sua utilização.

A agência americana desenvolve então uma rede de computadores em que os diversos laboratórios compartilhavam dados através de um servidor central, de maneira que a velocidade no acesso à informação garantisse que pesquisas não seriam duplicadas e diminuindo também a perda de tempo na troca de dados. Nascia a ARPAnet.

mapa da ARPAnet em 1980

Praticamente ao mesmo tempo, a rede militar da americana RAND Corporation, a teia comercial do National Physical Laboratory – NPL (laboratório físico nacional) da Inglaterra e a comunicação dos computadores científicos através do Cyclades francês criaram tecnologias tão essenciais para a internet quanto a conexão dos sistemas de pesquisa de defesa americanos.

Protocolos de controle, otimização da transmissão de grandes quantidades de informação, arquitetura descentralizada de ligação entre pontos e a comunicação entre redes diferentes foram os avanços que, reunidos, deram origem à internet atual. O próprio termo – Inter-net – surgiu a partir do funcionamento da rede Cyclades.

A rede

Pronto. Agora sabemos que computadores podem se comunicar entre si de diversas formas, aproveitando a infraestrutura de cabos submarinos e satélites. A partir das experiências com redes de diversas naturezas – acadêmica, científica, militar e comercial – chegou-se a uma série de conceitos que permitem a troca, praticamente em tempo real, de informação entre essas maquinas.

Mas como essa ligação funciona, realmente? Qual a mágica que permite a uma pessoa no Japão – ou em qualquer outro lugar do mundo - acessar o portal Baixaki após digitar algumas poucas letras?

Como a internet funciona

Sempre que você pede a seu navegador para acessar uma URL, entra em cena um servidor especial da rede, o DNS (Domain Name Server – servidor de nomes de domínio). Este computador especial envia para o seu PC o endereço IP dos arquivos (HTML, PHP etc) que compõem o site.

iStock

Endereços IP (Internet Protocol) são uma sequência de números que indica à estrutura da internet – modems, navegadores, servidores etc – a localização exata dos arquivos relacionados a um determinado URL.

Para simplificar, pense em um endereço físico. Casas e apartamentos se situam em vias públicas, dentro de bairros, cidades e assim por diante. Para as máquinas dos correios, identificar o destino de cada carta ou encomenda enviada a partir dessas informações é muito complicado.

Como os correios funcionam de forma automatizada, toda carta deve conter um CEP (código de endereçamento postal), de interpretação mais fácil para os computadores.

iStockAssim, o endereço IP de um servidor pode ser considerado o CEP digital de um site na internet. Porém, como a rede é mundial, é muito mais difícil codificar cada localização com um identificador único. Por isso, o número que forma os endereços IP é assinalado em decimais divididos por pontos, semelhante a 256.25.2.256.

Cada intervalo desses números pode assumir valores entre 0 e 255, já que esse valor é – no servidor DNS – escrito de forma binária para ser corretamente interpretado por um computador. O IP acima, por exemplo, seria escrito como 100000000.10000000011001.1000000001100110.100000000 na forma binária para o servidor DNS e para seu modem.

Conhecendo esse endereço, seu computador passa então a descarregar o código dos diversos arquivos – imagens, texto, diagramação etc – que compõem o Baixaki, por exemplo.

iStock

Caso o servidor DNS que você utiliza não reconheça a URL que você enviou, isso não significa que você não chegará até o site. Quando isso acontece, vários servidores DNS começam a “conversar” entre si em busca do IP. Talvez demore um pouco mais para o site ser carregado, mas isso acontecerá assim que possível.

Carregando os sites

Dentro do seu computador, vários outros processos também acontecem durante a decodificação de um site. Assim que o navegador recebe o endereço IP correto, HTML e CSS tomam forma de texto, ocorrem alterações visuais na tipografia e o posicionamento dos elementos, imagens transformam-se de números binários em pixels coloridos e assim por diante.

Tudo isso acontece em altíssima velocidade – limitada principalmente pela banda disponível em sua conexão -, mas aí já é assunto para outro artigo.

sábado, 3 de abril de 2010

Wearable Absence: você pode ser lembrando por muitas gerações

O homem tem encontrando soluções para diversos problemas, contudo alguns nunca terão uma resolução. A morte é o principal obstáculo para a humanidade, que desde os tempos mais primórdios vem buscando um meio viver eternamente.

No entanto, existem cientistas que têm os pés no chão e por isso não tentam impedir a morte, mas focam suas pesquisas e projetos na longevidade da memória das pessoas. Atualmente só lembramos-nos de seres ausentes através de fotos, vídeos e de nosso próprio cérebro. Todavia, algumas cientistas pretendem mudar isso e aumentar as emoções dos seres viventes.

Conheça o projeto

Janis Jefferies, Barbara Layne e Miguel Andres-Clavera são os diretores criativos que originaram um dos mais inusitados projetos de todos os tempos: uma roupa capaz de coletar dados diversos que contêm informações sobre emoções, ações e até atividades involuntárias da pessoa — como o ritmo dos batimentos do coração, a respiração e temperatura do corpo.

Tais dados são coletados através de sensores diversos espalhados em uma jaqueta altamente tecnológica, capaz de transmitir as informações para um dispositivo móvel (como um celular), graças à tecnologia sem fio embutida na roupa. Veja como funciona: uma quantidade imensurável de informações é coletada de uma pessoa qualquer durante um longo período. Depois que essa pessoa morre, suas memórias ficam guardadas num banco de dados.

Dados acessíveis através do celular

Um parente ou amigo da pessoa pode então adquirir uma jaqueta do mesmo tipo e utilizar a tecnologia de maneira inversa: para receber as “memórias” da pessoa ausente. Como se não bastasse essa ideia totalmente inovadora, a jaqueta pode analisar o estado emocional da pessoa que está utilizando a roupa e caso ela se sinta aflita, recebe memórias específicas para alterar suas emoções.

Mas que maluquice é essa?

Você tem acompanhado a série de filmes Harry Potter? Quem assistiu ao último filme deve lembrar-se muito bem da cena em que o menino bruxo tem acesso às memórias do personagem do mal e pode visualizá-las num recipiente mágico. A jaqueta Wearable Absence seria algo parecido, mas com a diferença de que você necessita de tecnologia em vez de magia.

Obviamente, a jaqueta não grava tudo o que você pensou em sua vida, até porque ela não é programada para analisar as memórias do cérebro da pessoa. No entanto, analisar a complexidade dessa tecnologia é bem interessante, visto que ela consegue aliar atividades reais ao mundo dos bits.

O ser ausente deixa as mensagens

A caixa postal dos celulares e dos telefones residenciais foi uma invenção bem interessante. Agora imagine se fosse possível ouvir a voz de um parente querido que já se foi. Essa função tem sido desenvolvida pela equipe da Wearable Absence e deve funcionar sem muitas complicações, visto que a jaqueta terá funções especiais para gravar a voz do usuário inicial e transmitir tais recados em momentos apropriados para o usuário posterior.

Tudo é gravado na jaqueta

Como assim? Por se tratar de um equipamento com tecnologia de última geração, a Wearable Absence consegue receber instruções de uma pessoa, que serão ativadas de acordo com a necessidade.

Por exemplo: se o seu avô tivesse usado uma jaqueta dessas e tivesse gravado uma mensagem para lhe dizer quando você entrasse numa universidade, mas ele não teve tal oportunidade, a jaqueta que você usar poderá receber essa memória e transmiti-la no momento exato.

Relembre com imagens e vídeos

Tudo bem, essa tecnologia nós já temos e podemos ver fotos e vídeos quando quisermos, contudo é muito improvável que você possua uma jaqueta que reproduz fotos e vídeos. A Wearable Absence deve ser a primeira roupa tecnológica dotada de uma série de LEDs unificados, capazes de transmitir textos, imagens e vídeos.

Mensagens, imagens e muito mais na matriz de LEDs

Novamente entra o fator da praticidade, pois a Wearable Absence será tão inteligente que reproduzirá o conteúdo captado automaticamente. Ou seja, além de relembrar a voz, você pode ver sempre que quiser a pessoa amada.

Memórias não devem ser eternizadas

O objetivo principal da Wearable Absence é justamente proporcionar uma vida melhor para quem ainda está vivo. Talvez aí esteja o principal motivo pelo qual a jaqueta não grava tudo o que passa pelo cérebro da pessoa. Seria muito complicado criar um filtro inteligente para selecionar o que realmente importa e também seria desnecessário um amigo ou parente saber que você adorava ler revistas no banheiro. Ou será que isso seria legal?

Enfim, independente de quais memórias a roupa vai gravar, nota-se que a funcionalidade do dispositivo é interessante. Não há divulgações quanto a preços ou disponibilidade do produto, sendo que é provável que ele nem seja comercializado.

sexta-feira, 26 de março de 2010

O que esperar do Internet Explorer 9

A terceira prévia do navegador foi lançada e mudanças significativas estão por vir. Confira as novidades!


Durante o evento MIX 2010 – acontecido em março –, em Las Vegas, a Microsoft lançou a primeira versão prévia (“Preview”) do Internet Explorer 9. Como o IE anda perdendo cada vez mais mercado para os concorrentes, a empresa decidiu realizar lançamentos desse tipo a cada oito semanas. Dessa forma, ela espera prender a atenção dos desenvolvedores e entusiastas do navegador.

O lançamento da segunda versão gerou algumas dúvidas – para não dizer “estranhamento”: não havia suporte para canvas e o teste de desempenho no Acid3 (página especificamente voltada para testar o desempenho de navegadores contra os principais padrões usados na internet) deu obteve 68 como resultado – o atual Opera, por exemplo, obteve 100 (máximo).

Muito, muito mais velocidade

Apesar do resultado ruim e deficiências da versão anterior, a terceira prévia mostrou que o IE9 será bastante competitivo – afinal, é preciso evitar que os usuários do IE migrem para outros navegadores. Para começar, seu resultado no Acid3 aumentou para 83 (segundo a empresa, isso foi só o início).

Outro destaque é a inserção de suporte para as tags

Com ele, ao invés de o próprio navegador tentar rodar animações em 2D ou 3D, quem faz isso é a placa de aceleração gráfica. Em outras palavras, ao invés de usar o CPU, agora é usado o GPU. Isso Para alcançar tal resultado, a Microsoft teve várias conversas com suas parceiras: Nvidia, AMD, Asus e Dell.

Animação de asteróides

A empresa explica que essa melhoria de desempenho acontece há anos nos aplicativos desktop (que você instala no PC), por isso, eles vêm ficando cada vez mais poderosos e exigindo cada vez mais aceleração gráfica.

No entanto, basicamente nenhum navegador atual utiliza a placa de vídeo para rodar qualquer coisa. Usando uma comparação fraca: é como se agora fosse possível rodar jogos de última geração pelo navegador – de maneira semelhante a um emulador de jogos.

Além disso, as empresas rivais da Microsoft – Google, Mozilla, Apple e Opera – já havia tempo que reclamavam sobre ela ignorar totalmente os padrões da web amplamente adotados por todas elas. Contudo, no IE9 PP3 o navegador abraçou os principais padrões – como o ES5 –, mas também manteve outros, como DOM e CSS3 (devido a pedidos dos desenvolvedores).

Aplicação da tag audio de HTML5

Veja você mesmo

Caso você queira ver com seus próprios olhos as melhorias alcançadas no browser até agora, experimente baixar o IE9 Plataform Preview 3 no site IE Test Drive – para instalar essa terceira versão da prévia é preciso ter o Windows Vista SP2, ou superior, instalado.

IE9  PP3

Ao rodar o navegador, ainda não é possível ter ideia de como será sua interface, pois os menus exibidos são exclusivos desta versão. Em outras palavras, não há como visualizar qualquer outro site, senão o próprio IE Test Drive. Afinal, ele possui dezenas de testes para que você possa ver com seus próprios olhos o que está por vir no IE9.

Visualização de trailers em sequência

Vários testaram essa versão contra os navegadores das concorrentes, porém os resultados variam bastante. Em alguns o Internet Explorer 9 vence absolutamente todos os concorrentes, sem deixar chance pedra sobre pedra. No entanto, há outros testes em que ele se equipara a alguns navegadores e perde para outros.

Tendo isso em mente, experimente você também o IE9. Entretanto, não se esqueça de compartilhar sua opinião com o Baixaki quando terminar de testar o navegador!


sexta-feira, 12 de março de 2010

Processador: desvendando o mistério do clock e da velocidade real

Saiba para que serve o clock, como medir a capacidade de processamento do CPU e como identificar outros detalhes importantes sobre o seu processador.

O processador é o componente do computador que mais influencia no desempenho, detalhe que sempre deixa o consumidor em dúvida na hora de adquirir um novo CPU. Há diversos fatores que determinam e fazem um CPU ser mais rápido que outro: dentre tantos, estão o clock, a memória cache e outros.

Para compreender melhor o desempenho dos processadores, o Baixaki elaborou um artigo que define alguns detalhes do processador e leva você a aprender como deve ser efetuada a comparação entre diferentes modelos. Neste texto abordamos a definição de clock e fizemos um guia completo para ensinar você como comparar os processadores.

Vale salientar que em nosso artigo abordamos explicações mais genéricas, voltadas para o público iniciante no mundo do hardware, portanto algumas definições podem parecer incompletas ou muito básicas.

Meu processador é mais rápido que o seu

Se você sempre imaginou que o clock é a velocidade do processador, você realmente estava certo. Contudo, no mundo da informática, uma velocidade não está diretamente relacionada com o aspecto “o mais rápido”. Para explicar exatamente a definição de clock, fizemos uma comparação um tanto quanto boba, contudo ideal para entendimento de todos.

Velocidade real é muito mais do que o clock

Quem vai comprar um carro geralmente fica atento a todos os detalhes, incluindo: a potência (determinada em CV ou HP), as cilindradas, a velocidade máxima, o rendimento do combustível e outros tantos aspectos.

Quanto aos processadores, também devemos analisar alguns fatores antes de fazer uma compra, por exemplo: a velocidade (clock), a quantidade de núcleos, a memória cache, o BUS, as instruções, a tecnologia de construção e muitos outros.

Experientes em mecânica devem saber que a velocidade máxima não quer dizer muita coisa, visto que um carro econômico (1.0) pode sim atingir 140 Km/h, mas não significa que ele consiga atingir a mesma velocidade no tempo em que um carro esportivo (2.0) conseguiria. Evidentemente não é possível dizer que o “2.0” consegue efetivamente o dobro da velocidade ou o dobro da potência, pois muitos fatores determinam o real desempenho de um carro.

Tão complicado de entender e escolher como um carro

No mundo da informática é parecido, pois um processador simples (dotado de um núcleo) que trabalha a 2,0 GHz não consegue ser tão rápido quanto um CPU de núcleo duplo que opere no mesmo clock. Entretanto, ter um processador com dois núcleos também não significa o dobro da velocidade.

Enfim, o que é o clock?

Se a explicação acima não foi suficiente para você compreender o real sentido do clock do processador, vamos explicar de outra forma. O clock nada mais é do que a frequência com que o processador consegue executar as tarefas. Ou seja, quanto maior a frequência (o clock), menor será o tempo de execução e, portanto, mais rápido será o processador.

Clock? O que é isso?

Claro que o clock está diretamente relacionado à velocidade, mas como exemplificamos nos parágrafos anteriores, o clock (frequência) não é o principal determinante da velocidade. Enfim, agora que você já tem uma boa noção do que é o clock, vamos falar sobre os núcleos e outros detalhes que podem (ou não) modificar a real velocidade.

Núcleos não são tudo

Obviamente, processadores com dois núcleos tendem a ser mais velozes do que os antigos CPUs de núcleo único. Assim, o mesmo exemplo pode ser aplicado aos processadores de quatro núcleos, quando comparados aos de núcleo duplo. No entanto, atualmente surgiram diversas análises que compravam justamente que os núcleos não são tudo.

Como? Oras, lembra-se da citação de que a frequência do clock não quer dizer exatamente maior velocidade? Isso também é válido para os núcleos, sendo que um número maior deles nem sempre significa um desempenho superior. Para comparar, podemos exemplificar com o Intel Core 2 Quad Q6600, que apesar de contar com quatro núcleos perde em desempenho (em diversos testes realizados) para um Intel Core 2 Duo E8400.

Tudo bem que o E8400 tem clock de 3,0 GHz enquanto que o Q6600 trabalha com frequência de 2,4 GHz. Contudo, não é só esse exemplo que mostra a diferença entre núcleos. Ocorrem também situações em que o clock e a tecnologia interna fazem toda a diferença, como é o caso dos novíssimos Core i5 e i7 de quatro núcleos, que mostram superioridade aos antigos Core 2 Quad.

Pequenas diferenças entre fabricantes

Para mostrar como realmente o clock não determina velocidade, podemos lembrar-nos dos antigos Intel Pentium 4 e AMD Athlon XP. Na época em que esses processadores eram comercializados, muita gente ficava com um pé atrás antes de adquirir um AMD. Por quê? Simples, porque os CPUs da AMD tinham um clock inferior e com isso davam a impressão de serem mais lentos.

Todavia, os entendidos no assunto sabiam que mesmo um AMD Athlon XP 2600+ rodando a 1,9 GHz conseguia desempenho semelhante ao Intel Pentium 4 de 2,6 GHz. Como? Tudo está relacionado à arquitetura interna dos processadores, fator que sempre manteve a tecnologia AMD totalmente diferente da utilizada nos processadores Intel.

Arquitetura? Sim, o modo como os processadores são “construídos” e programados altera completamente a velocidade e capacidade de processar dados e realizar cálculos. Dessa forma, um CPU Intel pode guardar alguns dados (na memória cache) antes de processá-los, enquanto que um AMD pode realizar o inverso (não que isso realmente ocorra).

Especificações e arquitetura mudam completamente

Memória cache

Um dos aspectos que progrediu junto com o aumento do clock e da quantidade de núcleos foi justamente a quantidade de memória cache — a memória interna utilizada para auxiliar no armazenamento de dados que serão processados. Talvez você não faça nem ideia de como os processadores usam esse recurso, porém é importante saber que a quantidade de memória também influencia na velocidade real do processador.

Os atuais processadores inclusive possuem diferentes níveis de memória cache — os tais L1, L2 e L3. Há CPUs que usam memória cache compartilhada, enquanto que outros possuem níveis dedicados. Os mais recentes processadores chegam a contar com mais de 10 MB de memória cachê, precisamente pelo fato de fazer diferença no processamento.

Como comparar?

Como você já percebeu, há diversas formas de comparar processadores. Se você está curioso para descobrir um pouco da real velocidade do seu processador, há algumas dicas que podem ser úteis:

1) Verifique no site oficial as especificações (incluindo o clock original) do seu CPU;

2) Baixe, instale e rode o CPU-Z (ou o Everest) para verificar as velocidades atuais de funcionamento do seu processador;

3) Execute programas de Benchmark (como o PCMark) e compare resultados na internet;

4) Efetue o teste de desempenho do Windows 7 ou Vista;

5) Converse com colegas que tenham outros modelos e compare suas experiências.

Qual comprar?

Caso você esteja pensando em adquirir um novo processador, já deve ter notado que vai precisar pesquisar muito para encontrar um CPU que atenda suas necessidades.

Escolha o seu

Por isso, a lista abaixo deve ajudá-lo a escolher um processador ideal:

1º) Saiba a marca que vai comprar;

  • Dica 1: atualmente a Intel possui os processadores mais rápidos;
  • Dica 2: os processadores mais baratos são da AMD, mesmo os de alto desempenho;

2º) Defina suas prioridades;

  • Dica 1: para atividades de escritório, compre o mais barato;
  • Dica 2: para multimídia, escolha um processador intermediário;
  • Dica 3: para jogos e programas pesados, pesquise pelos CPUs mais caros;

3º) Leia muito nos sites oficiais sobre os diversos modelos da categoria que você escolheu;

4º) Analise o tipo de memória requisitado para o processador (DDR2 ou DDR3);

  • Dica 1: processadores que usam memória DDR2 são mais baratos e os componentes requisitados (placa-mãe e memória) por eles também;

5º) Caso esteja averiguando CPUs de alto desempenho, aproveite para verificar a fonte necessária e as placas-mãe suportadas;

6º) Muitos sites na web publicam análises com gráficos comparativos: talvez alguns gráficos possam esclarecer o real desempenho do modelo que você está pensando em comprar e

7º) Pesquise preços, alguns CPUs não valem o valor exigido.

quinta-feira, 11 de março de 2010

LG Flutter: o celular conceitual que tem design em forma de bumerangue!

Quando se fala em modelos conceito, sempre o que é esperado são designs inovadores, formas diferenciadas e recursos ainda longe do alcance de qualquer um.

A LG, uma das maiores desenvolvedoras de aparelhos celulares do mundo, realiza um concurso anual entre profissionais da área de design e tecnologia, chamado de Annual Design the Future Competition ("Competição Anual Design do Futuro", em tradução livre).

Os objetivos são claros. Reunir pessoas competentes para que através de uma competição, tragam novas ideias, tendências e projetos que possam um dia vir a se tornar um produto para chegar às mãos do consumidor.

Flutter

Um dos ganhadores deste ano foi um celular que traz um conceito muito diferente. Chamado de “Flutter” pelo seu desenvolvedor, Dua Xiong, o aparelho faz de tudo para fugir do tradicional formato retangular de hoje em dia.

Apesar de o portátil também funcionar fechado, o designer usou como mote a ideia de que se deve fugir da mesmice e buscar uma alternativa diferenciada e ergonômica aos sempre “quadradões” smartphones.

LG  Flutter

Mesmo fechado, o visual do Flutter é muito interessante, com teclas prateadas num formato diferente. O visor traz somente as informações básicas necessárias para se fazer ou receber chamadas, ficando todas as outras funções disponíveis apenas com o celular aberto.

Celular bumerangue

Se a inspiração deste aparelho é flutuar ao vento, ele conseguiu. Isso porque quando está aberto o celular parece um bumerangue. Mas calma, a ideia não é jogá-lo como um! É, na verdade, ter um design totalmente diferenciado dos concorrentes.

LG  Flutter

Quando aberto, além do formato, o que chama a atenção é a tela de LCD com suporte para touchscreen. Ela serve obviamente para que o telefone se torne um smartphone com todas as funções necessárias. Com formas curvilíneas, a tela teria total encaixe no aparelho aberto.

Resta agora esperar a evolução dos smartphones e acompanhar cada lançamento. A tecnologia nunca se cansa, e para os aficionados sempre há novidade chegando.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O computador que desafia a inteligência humana

A IBM quer desafiar a mente humana. Para isso está desenvolvendo o Watson, um supercomputador para participar de um quiz americano. Estariam as máquinas superando nossa inteligência?

A IBM (International Business Machines) é uma das empresas mais tradicionais e poderosas do mundo tecnológico. O desenvolvimento de computadores com altíssimo desempenho de processamento de dados e investimentos em inteligência artificial (a tecnologia que possibilita a criação de robôs e androides nos filmes) são algumas das características mais fortes da organização.

Para estimular seus colaboradores e provar a qualidade de seus produtos, a multinacional afronta a inteligência humana através de desafios nada comuns. É posta em prática a velha e tão discutida disputa entre o homem e a máquina.

A “bola da vez” é descobrir quem é capaz de “pensar” com maior eficiência: o supercomputador Watson ou o maior campeão do programa norte-americano Jeopardy?

Esse é o Watson

Os engenheiros da IBM vêm desenvolvendo ao longo dos últimos três anos o Watson (o nome foi uma homenagem ao fundador da empresa, Thomas J. Watson). O objetivo da equipe é fazer com que este computador muito potente (e bota potente nisso!) vencer o quiz televisivo mais famoso dos EUA, o Jeopardy.

Neste programa distribuído pela CBS Television Distribution, três participantes são dispostos em frente a um painel com 30 monitores, nos quais são exibidas frases relacionadas com os mais diversificados temas - como política, ciência, artes, história e cultura popular. Para pontuar, cada concorrente deve formular uma pergunta que teria a frase escolhida como resposta.

Qual seria o verdadeiro desafio para o Watson?

Diferente, não é mesmo? Aqui no Brasil nenhum reality show apresentou tal formato, apenas no modelo em que o apresentador faz uma pergunta e o participante responde. Se essa forma de competir já é estranha, uma máquina tem dificuldades muito maiores.

O verdadeiro desafio

Eis que está o maior desafio do Watson: interpretar os enigmas, as ironias, as sutilezas e a subjetividade que possa existir no conteúdo apresentado durante a disputa. Sem falar nas infinitas possibilidades de assuntos abordados, no pouco tempo de processamento dos dados e na compreensão e adaptação das perguntas em uma linguagem humana (muito mais complexa que os símbolos estáticos da linguagem de computadores).

Um dos possíveis concorrentes para o supercomputador da IBM é Ken Jennings, vencedor de 75 edições consecutivas do programa, acumulando um montante de US$ 2,52 milhões no ano de 2004. Para ser justo, Watson não terá conexão com a internet durante o evento, que, segundo os boatos da web, deve ocorrer em 2011.

Estamos sendo superados pelas máquinas?

Esta não será a primeira vez que a IBM põe à prova a eficiência da inteligência do ser humano. Em 1997, o computador chamado Deep Blue contou com um processamento de 200 milhões de movimentos de xadrez por segundo para derrotar o campeão mundial da modalidade, o russo Garry Kasparov.

A derrota foi muito contestada na época e indícios de adulterações durante a partida foram motivos de reclamação por parte de Kasparov. Ele teria pedido uma revanche, mas a IBM não topou e “aposentou” o Deep Blue. Seria isso uma tentativa de encobrir alguma malandragem realizada?

As tecnologias dominam o mundo.

Deixando de lado as especulações e polêmicas, fato é que as empresas de tecnologia investem pesado em sistemas cada vez mais potentes e parecidos com a forma que o homem processa informações. Afirmar que máquinas já podem imitar o funcionamento do cérebro humano é uma precipitação.

Entre dilemas éticos e expectativas futuristas, o que não podemos negar é que os computadores chegam mais longe a cada dia que passa. Quem ganha com isso? No fundo todos nós saímos vencedores, seja com novos equipamentos para a área da saúde, inovações nos meios de comunicação ou a forma como os negócios são administrados. A tecnologia e o homem sempre andarão juntos rumo à prosperidade.

As tecnologias se renovam constantemente.

Aonde a capacidade de processamento e de inteligência artificial das máquinas pode chegar? Corremos risco de sermos dominados por supercomputadores ou isso não passa da ficção cinematográfica? Deixe sua opinião no espaço destinado para comentários!