quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

27 de Janeiro - O IPAD nasce

Finalmente o dia chegou. Steve Jobs, CEO da Apple, finalmente apresentou ao mundo sua mais nova criação: o iPad. Com uma tela touchscreen de 9,7", o tão esperado tablet foi anunciado no palco do Yerba Buena Center, em São Francisco.

O evento durou mais de uma hora e explorou praticamente todas as funções e ferramentas do novo produto de Jobs. E entre as incríveis novidades, a mais animadora: o tablet será comercializado dentro de três meses e com preços a partir de 499 dólares. No Brasil, a partir do segundo semestre.

Além disso, foram divulgados os acessórios compatíveis com a novidade, assim como os aplicativos. Questões como compatibilidade com outros produtos da marca Apple também foram abordados, com notícias positivas para quem possui MacBooks ou iPhone.

Mas por que tanta expectativa?

Antes de ser anunciada, pouco se sabia sobre a tablet, praticamente nada. Para ter uma ideia do quão misterioso esse projeto foi, a sua própria funcionalidade era incerta. Havia quem afirmava ser a revolução dos computadores enquanto outros acreditavam ser uma versão mastodôntica do iPhone ou um e-reader para rivalizar com o Kindle, da Amazon.

Mas então por que tanta expectativa por um produto que ninguém sabe ao menos para que funciona? Simples, porque o iPad é, ao mesmo tempo, tudo isso e algo completamente novo! É o meio termo entre todos esses aparelhos.

A grande novidade trazida pela tablet da Apple é a tão falada convergência das mídias. Em outras palavras, este novo produto agrega as principais funcionalidades de equipamentos já conhecidos, como notebooks, netbooks, PDA, smartphones e e-readers.ve

Com isso, é possível ler jornal, revistas, livros, assistir a programas de TV, jogar games e navegar na internet através de um único aparelho e com total comodidade. É praticamente uma revolução na informática, tornando-a ainda mais multimídia e reinventando o modo de adquirirmos e utilizarmos conteúdo digital. E segundo boatos, Steve Jobs estaria incrivelmente orgulhoso do iPad.

Visão geral da tablet

Mitos e verdades

O que era apenas uma possibilidade foi praticamente confirmado no convite do Keynote Apple 2010, evento exclusivo da empresa. A frase “Venha conhecer nossa nova criação” deu a certeza de que a tão esperada tablet seria apresentada por seu criador nesta data.

A partir disso, pessoas do mundo inteiro passaram a especular praticamente tudo referente ao novo produto, desde como iria se chamar até quais seriam suas configurações. E é claro que entre os vários chutes, vários foram confirmados, enquanto outras ficaram apenas no mundo da fantasia.

Prancheta da Apple

Se você já é usuário do iPhone e está preocupado com a adaptação ao sistema do iPad, pode ficar tranquilo. A tablet utiliza o iPhone OS 3.2, uma versão atualizada do sistema operacional do popular aparelho. Isso justifica a afirmação de Steve Jobs de que o aparelho mal foi lançado e mais de 75 milhões de pessoas já sabem utilizá-lo devido ao iPhone e iPod Touch.

iTablet, iCanvas, iSlate, Magic Slate e Newton II foram alguns dos nomes especulados, mas o que saiu da boca do todo poderoso da Apple na tarde do dia 27 de janeiro foi iPad. Saiba agora tudo o que foi revelado sobre esta grande novidade!

O que foi revelado

Além disso, boa parte dos rumores e informações que aos poucos se espalharam pela internet mostrou-se real. A funcionalidade multimídia foi exibida por Jobs enquanto lia sua versão digital da revista Times, executava arquivos de áudio via iTunes e acessava a página do Facebook.

Outro aspecto bastante discutido foi em relação ao teclado do iPad. Os rumores de que o aparelho utilizaria uma tela sensível a toques para escrever foram comprovados quando o todo-poderoso da Apple exibiu no telão de Yerba Buena Center a funcionalidade.

Filmes no iTunes

Steve Jobs também apresentou as características do iPad. A tela LCD com backlight de LED foi confirmada com 9.7” e com capacidade total de Multitouch. Em geral, o aparelho possui 1,27 cm de espessura e pesa apenas 680 gramas.Além disso, o visor widescreen possui 1024 por 768 pixels de resolução a 132 pixels por polegada.

Um dos grandes medos dos usuários, a duração da bateria, oferece 10 horas de uso e cerca de 30 dias em standby, ou seja, sem ser utilizado. Mas alguém conseguiria ficar um mês longe de uma belezinha dessas? E para carregá-lo, basta conectá-lo a um computador através de um cabo USB.

Já sobre a capacidade, a Apple surpreendeu ao revelar que a tablet usa um processador próprio, o Apple A4 de 1 GHz. Quanto ao espaço para armazenamento, o iPad possui memória flash SSD de 16, 32 ou 64 GB.

A essa altura do campeonato você deve estar se perguntando sobre a conexão a internet. Pois saiba que o iPad utiliza wireless 802.11n e possui conexão Wi-Fi, 3G (não todos) e Bluetooth 2.1 + EDR.

Visualização de mapas

E como se não bastasse tudo isso, o novo produto da Apple ainda possui acelerômetro, bússola, microfone, alto-falante e conector dock. Em outras palavras, tudo aquilo que havia sendo especulado por meses foi confirmado.

Mais e mais exibições

O jornal The New York Times mostrou sua página desenvolvida especialmente para o iPad e que o usuário pode acessá-la facilmente a partir da novidade. Isso mostrou que a nova criação da Apple é, entre tantas outras coisas, um ótimo e-reader e promete revolucionar o mercado editorial.

Outra grande novidade apresentada foi sobre os games. Muito se falou sobre a possibilidade de rodar games mais pesados no aparelho, e a Electronic Arts mostrou ser tudo verdade. A empresa exibiu demonstrações de games como Need for Speed Shift e Major League Baseball com desempenhos impressionantes.

E para quem gosta de ler e-books, a Apple mostrou a funcionalidade de e-reader, o que faz com que o iPad seja um rival e tanto para o Kindle. Além disso, o anúncio da criação da iBook Store, com livros digitais no popular formato ePub, foi um golpe e tanto para a hegemonia da Amazon.

iPad também é e-reader

Nem tudo são flores

Entretanto algumas especificações sobre o iPad foram um tanto quanto desanimadoras. A suposta câmera que muitos acreditavam vir incorporada, por exemplo, não existe.

Mas o que realmente desapontou foi a não compatibilidade com Flash, que limita bastante a funcionalidade. Além disso, foi anunciado que a tablet não é multitarefas, ou seja, só é possível executar um aplicativo por vez.

É só entretenimento?

A resposta é não! Se você queria saber se o iPad também é útil fora do mundo dos jogos e diversão, saiba que pode utilizá-lo sem medo. A interface do iWork, aplicativo para elaboração de textos, planilhas e slides, foi totalmente reconstruída.

Novamente o teclado touchscreen foi exibido para exemplificar o funcionamento do editor de textos. Pouco prático, mas elimina completamente a utilização de teclados e mouse físicos. A tecnologia multitouch empregada é bastante eficaz para simular os periféricos.

Contatos e teclado do iPad

E você ainda pode utilizar o iWorks em outros produtos da marca Apple, ou seja, nada foi desenvolvido exclusivamente para o iPad. Seu MacBook pode dormir em paz sem medo de ser aposentado.

Se você gosta de desenhar ou quer utilizar sua tablet como instrumento artístico, também pode utilizar o aplicativos Brushes, que demonstrou um desempenho bastante satisfatório na exibição. E tudo feito com a ponta dos dedos.

E meu iPhone como fica?

Outra suspeita que se tornou realidade é a tão sonhada compatibilidade com os aplicativos já existentes para iPhone. Então, se você estava preocupado em não poder utilizar os mesmos programas no iPad, pode ficar tranquilo.

E para quem curte jogos para móveis, a Gameloft, principal desenvolvedora de jogos para o iPhone, fez a demonstração do jogo SDK, já à venda na Apple Store, e exibiu o FPS (first person shooter) Nova, desenvolvido para ser exibido na conferência.

E quanto vai pesar no bolso?

O pacote de transferência de dados de 250 MB, ao menos nos Estados Unidos, sairá por US$ 14,99. Já para uso ilimitado, o custo será de US$ 29,99, isso sem contar o acesso grátis através de rede WiFi. E você pode cancelar o pacote a qualquer momento.

Compatibilidade com iTunes e outros aplicativos da Store

Além disso, os modelos 3G da tablet serão totalmente desbloqueados, o que permite a utilização fora dos planos anunciados pelas operadoras. Steve Jobs aproveitou para anunciar que o iPad já estará disponível para venda em três meses e internacionalmente em meados de junho ou julho.

Prepare o bolso, já que o valor das tablets foi divulgado. O mais simples, de 16GB e conexão Wi-Fi (sem 3G) serão vendidos a partir de US$ 499. Já o modelo mais completo, com capacidade de armazenamento de 64GB e com conexão 3G sai por nada menos do que US$ 829.

"Nossa mais avançada tecnologia em um aparelho mágico e revolucionário com um preço inacreditável."

Confira os preços anunciados:

Tabela de preços

AcessóriosTeclado para iPad

Não ache que por considerar o teclado touchscreen do iPad algo pouco prático é que ele não sirva para você. Para quem prefere um periférico físico, a Apple lançou estações dock específicas para a tablet. Com isso, basta encaixar seu aparelho no acessório e utilizá-lo como um computador comum.

Também foi divulgado um case para você proteger e guardar a tablet. O interessante é que este acessório pode virar um suporte para facilitar a utilização do teclado touchscreen ou para apoiar o aparelho e assistir filmes confortavelmente.

Considerações iniciais

O iPad mal foi anunciado e muito já se fala sobre a sua real utilidade. Há quem diga que é apenas um iPhone encorpado, enquanto outros veem nele o futuro. Mas uma coisa é certa, o mercado tecnológico vai ter de se adaptar com a chegada da tablet da Apple.

O primeiro a sentir a presença da novidade é o Kindle, da Amazon. Como o iPad também é e-reader e suporta um formato de livros digitais bem mais populares do que o rival, é possível que a venda de livros pelo iBook Store retire a hegemonia do Kindle.

É claro que o leitor da Amazon ainda possui suas vantagens, como a duração da bateria. Como ele utiliza e-ink, ou seja, o gasto de energia é feito apenas durante a troca de páginas, o que faz com que o consumo de bateria seja menor.

Isso sem contar o preço. O Kindle DX, maior modelo do e-reader da Amazon, é vendido por 489 dólares, enquanto foi anunciado que o iPad terá valores a partir de US$ 499. Isso deve resultar na queda de preço do e-reader, que já é enviado para o Brasil. Então, se você pretendia comprar um, aguarde os novos preços.

Já os netbooks

Os computadores ultraportáteis também podem sofrer com a chegada do iPad. As tablets já podem ser considerados uma categoria à parte de computadores, assim como os netbooks já são.

O único problema é que as funções de ambos são bastante parecidas, ou seja, acessar a internet, visualizar emails ou assistir a vídeos. A semelhança de tarefas é tanta que o próprio Steve Jobs ironizou os netbooks, considerando-os mais lentos e com baixa qualidade na tela.

Por conta disso, os pequenos computadores devem sentir a presença do iPad, que além de mais bonito, é bem mais prático. O único ponto negativo é a falta de uma entrada USB.

Isso significa que os netbooks de alta configuração devem virar regra e não exceção. As tablets em geral já mostraram ser capazes de desempenhar tarefas com muito mais eficiência do que a maioria dos computadores portáteis atuais.

Finalmente a tão esperada tablet da Apple foi lançada. O que você achou do iPad? Valeu toda a expectativa criada em torno dele? Deixe sua opinião nos comentários

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Relembrando o Atari 2600

Nada melhor para inaugurar (na verdade reinaugurar) nosso blog do que lembrar desse que talvez tenha sido o objeto de maior desejo dos jovens dos anos 80

Muito do crédito por criar a indústria de video-games que resulta em tantas horas de trabalho perdidas é o saudoso Atari 2600, que foi lançado em 1977. Na época os computadores de 8 bits com poucos kbytes de memória eram norma e, sendo um video-game, o Atari tinha especificações ligeiramente mais baixas que as de um computador pessoal:

O projeto era centrado em três chips, incluindo um processador 6507 de 8 bits, com clock de 1.19 MHz, um chip TIA 1A, que oferecia a interface de vídeo (com uma resolução de 160×192 com 128 cores) e áudio (os bips) e um chip PIA 6532, responsável pelos espaçosos 128 bytes (sim, bytes!) de memória RAM.

Apesar das óbvias limitações (a começar pelos 128 bytes de memória…) o Atari possibilitou o desenvolvimento de jogos relativamente complexos e desafiantes, que em alguns aspectos podem ser considerados mais divertidos que alguns títulos atuais.

Os desenvolvedores do Atari literalmente tiraram leite de pedra para permitir que estes jogos rodassem nos 128 bytes de memória oferecidos por ele, empregando diversos truques. O primeiro deles é que os jogos eram carreados diretamente a partir da ROM (o código não era copiado para a memória RAM como atualmente), com a memória RAM sendo usada apenas para variáveis e pequenos blocos de código que precisavam de execução rápida.

A atualização da tela não era feita usando um frame-buffer (ou seja, não existia ma cópia da imagem armazenada na memória de vídeo como atualmente) já que o chip TIA 1A não oferecia memória de vídeo, mas sim apenas alguns poucos registradores que eram controlados pelo processador principal. Aproveitando o fato de que o Atari era ligado na TV (que trabalha com uma taxa de atualização fixa de 30 Hz interlaçados), os projetistas criaram um sistema engenhoso, onde a imagem era atualizada linha a linha, em um processo contínuo, onde o processador precisava armazenar apenas alguns poucos bytes relacionados aos pixels seguintes.

A necessidade de sincronizar a atualização da tela com as demais tarefas executadas pelo software complicava bastante o desenvolvimento dos jogos para o Atari, mas acabou se revelando um fator essencial, já que permitiu que o console exibisse gráficos muito superiores ao que seria possível obter de outra forma. Miraculosamente, os jogos mantinham uma movimentação fluída, mesmo com a atualização da tela taxando o processador, em parte graças ao talento dos programadores, que conseguiam aproveitar ao máximo cada linha de código em assembly.

Os cartuchos utilizavam ROMs de 1 a 4 KB e, para os jogos mais "pesados", existia a opção de incluir 128 bytes de memória adicionais no cartucho, suplementando a memória interna do console.

Para quem tem saudades dessa época, é ainda possível programar para o Atari 2600 através dos emuladores, que permitem executar o código. Isso explica como ainda são lançados títulos originais para o Atari mesmo hoje em dia, produzidos por curiosos e saudosistas. Um ponto de partida é a página do Stela: http://stella.sourceforge.net/

domingo, 3 de janeiro de 2010

O dia em que a internet quase parou

A Copa do Mundo nunca esteve tão conectada. Será que a internet mundial está preparada para tanto acesso?


1º de janeiro de 2010, o ano tinha acabado de começar e muitos já estavam com os calendários prontos para a contagem regressiva que iria até o início da Copa do Mundo na África.

Antes mesmo de tudo começar, as pesquisas relacionadas aos jogos na internet já dominavam mais de 20% dos motores de buscas. Esse número foi revelado pelo instituto Hitwise de pesquisas, após estudar a navegação de usuários do Reino Unido.

Com a Copa em andamento, os internautas têm provado diariamente o quanto estão envolvidos com o campeonato mundial da FIFA, os trending topics do Twitter deixam isso bem evidente. Tags relacionadas a narradores das emissoras de televisão (como pode ser visto neste artigo), jogadores, resultados e até mesmo as tão comentadas (e odiadas) vuvuzelas são frequentes na lista dos assuntos mais comuns.

A  baleia tem aparecido bastante

E já que estamos falando sobre o Twitter, é preciso admitir que desde o primeiro jogo (entre África do Sul e México) o serviço de microblog tem sido bastante instável. Quase todos os usuários foram surpreendidos pela bela, mas não esperada, baleia branca que indica a sobrecarga do Twitter.

Isso acontece porque todos querem comentar sobre as partidas durante o tempo inteiro. As timelines acabam sendo tomadas por posts relacionados à competição e às atuações dos times escalados para representar os países mais poderosos do famoso esporte bretão.

A bola corre e a conexão se arrasta

Mas não é somente o Twitter que tem sido bastante movimentado nessas últimas semanas. Outra coisa que tem sido utilizada na web é o streaming dos jogos, ou seja, transmissões ao vivo passadas diretamente das centrais de televisão para os computadores dos usuários, tudo isso pela internet.

O  futebol está parando o mundo

Agora é preciso que você pare para pensar um pouco. Se a sua conexão fica um pouco mais lenta a cada vez que outros usuários também utilizam a mesma rede, imagine o que pode acontecer se 20 milhões de pessoas estiverem conectadas ao mesmo tempo, tentando buscar as mesmas informações sobre algum assunto.

Esse fluxo gigante de acessos às páginas da internet só poderiam deixar a rede toda lenta. E foi exatamente isso o que aconteceu no dia 23 de junho. Sabe qual o motivo? Acertou quem pensou nos nomes de Argélia e Estados Unidos da América, as duas seleções que disputaram uma vaga para as oitavas de final da Copa naquele dia.

Eram 20 milhões de acessos por minuto, divididos entre comentaristas de Twitter, espectadores de live streaming e também usuários que queria assistir aos gols em servidores como o YouTube - além dos que queriam informações concretas, como ficha técnica, dados e simulações sobre os próximos jogos e possíveis confrontos das próximas rodadas.

A  partida mais comentada

Esse superfluxo de acessos está diretamente ligado ao fato de os norte-americanos serem responsáveis pela composição da nação com o maior número de usuários conectados de todo o mundo. Com o país sendo responsável por uma das mais belas classificações do ano, nada mais normal do que este movimento na web e, por consequência, um pouco de lentidão.

Copa do Mundo 2.0

A Copa da África do Sul não é a primeira realizada com a internet andando ao lado da televisão. Mas nunca na história a rede esteve tão presente a ponto de ser comparada à televisão em níveis de importância na vida dos usuários e espectadores do futebol.

A Copa do Mundo 2.0 chega a esse status por ser a primeira vez em que ela não é apenas transmitida para as pessoas, mas é também comentada por todos, sendo que todos têm as mesmas chances de serem ouvidos. De maneira similar ao que ocorre com a interatividade da web 2.0.

O  mundo conectado com a bola

Próximas fases

Agora que as fases de grupos estão próximas do fim, o que mais se comenta é a eliminatória. Das 16 seleções classificadas, apenas 8 seguirão o caminho ao título. Depois devem restar 4, aí 2 e a decisão do campeão ser finalmente realizada.

Se para a vaga norte-americana o “mata-mata” já causou um pico tão grande de acessos, qual será o volume de tráfego se a equipe estiver na final da competição? E se o Brasil chegar até lá, será esse recorde quebrado?

Só nos resta esperar pelos resultados dos próximos jogos e continuar soprando as vuvuzelas e gritando para empurrar nossa seleção. Além de torcer para o Brasil, também é preciso torcer para que a baleia branca pare de surgir na tela do Twitter e o streaming continue a rodar sem travamentos.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Acer Aspire Timeline X: o notebook que é o sonho de todo gamer

Não é de hoje que os notebooks vêm superando os desktops, e não estamos falando apenas de volume de venda. Atualmente já é possível encontrar computadores portáteis com configurações similares e até muito melhores do que as dos PC de mesa.

Isso porque, com a popularização dos computadores móveis, todos os tipos de usuários brigaram por um lugar na classe de consumidores desses eletrônicos.

E os produtores de notebook mostram que têm interesse em atender a todos os níveis de consumidores. Uma prova disso é o novo lançamento da Acer, o Aspire Timeline X. Um notebook potente que está sendo considerado o sonho de consumo dos gamers. Conheça agora os detalhes desta incrível máquina e o que esperar dela.

Tem novidade na área!

Configurações

Processador

O Acer Aspire Timeline X conta com a família de processadores 2010 da Intel. São eles: Intel® Core™ i7, Core™ i5 e Core™ i3. O fato de o usuário ter o poder de escolha do processador permite que cada um compre o computador que melhor atenda às suas necessidades sem abrir mão da qualidade.

Tamanho da tela

Os novos notebooks da Acer podem ser encontrados em versões compactas, com telas de 11,6” e 13,3”, e também em versões com telas de 14,0”, 15,6” e a gigante de 18,4”. Novamente a empresa mostra preocupação em atender os diversos públicos usuários de computadores portáteis.

Bateria

Detalhes dessa poderosa máquina.Se o tempo de duração da bateria sempre foi considerado um problema nos notebooks, no Acer Aspire Timeline X a história é um pouco diferente.

O tempo de duração da bateria de 6 células dos novos notebooks da Acer é de até 8 horas, enquanto a de 9 células pode ser usada por até 12 horas.

Claro que esse tempo varia bastante de acordo com os aplicativos que estão sendo executados.

Placa de vídeo

Os modelos do Acer Aspire Timeline X contam com placas de vídeo ATi Mobility Radon HD 5470/5650. Todo esse poder torna possível a edição de vídeos em alta definição e também a execução de jogos como Resident Evil 5 sem problema algum.

Placa de áudio

As placas de áudio presentes no Aspire Timeline X têm a capacidade de simular áudio de 5.1, graças a Dolby® Sound Room® presente nos computadores. Músicas, filmes e jogos com uma qualidade de áudio nunca vista em notebooks.

Dimensões

O que mais impressiona no Acer Aspire Timeline X é o tamanho dele. Todas as placas e configurações citadas até aqui resultam em apenas 28 mm de espessura e 2,2 kg. E o melhor, ele é menor que 1 cm em espessura!

Fino e veloz!

Não há como negar que o Acer Aspire Timeline X veio para mostrar todo o poderio da Acer no mercado de notebook. Como o notebook conta com uma configuração variável, ele atende uma variedade bem grande de usuários.

Agora gamers ou usuários comuns podem ter um notebook que atenda às suas necessidades sem ter que abrir mão da qualidade dos componentes. O novo portátil da Acer pode ser encontrado com preços a partir de 600 euros, o equivalente a R$ 1323,40 sem impostos.

E você, usuário, o que achou do novo notebook da Acer? Envie seu comentário e nos diga se gostou ou não do Acer Aspire Timeline X.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Dicas do Windows 7: rode o Windows XP em máquinas sem suporte para visualização

Que o Windows 7 é bonitão todo mundo sabe. Entretanto, uma das opções que mais agradou os usuários em relação ao novo sistema operacional da Microsoft foi a possibilidade de rodar automaticamente o modo XP. Isso facilita a vida de quem possui uma das versões Profissional e Ultimate do Windows 7 e ainda assim precisa acessar o conteúdo do XP em certas horas.

Atenção: esta dica não funciona para as versões Home do Windows 7, pois elas não rodam a opção XP Mode em seu sistema.

Para começo de conversa

A primeira coisa que você precisa fazer para rodar o sistema operacional “queridinho” no computador é baixar o XP Mode. Clique neste link para entrar no site da Microsoft e escolha uma das opções de sistema operacional, o que permite o download do XP Mode no quarto passo. Não se esqueça de escolher o português para baixar a versão traduzida do SO.

Não  se esqueça de  inserir o português e a versão do seu SO

Não é preciso que você instale o Windows Virtual PC, uma vez que vamos usar o VMware para rodar a máquina virtual. Depois do download, siga os passos usuais para instalar o XP Mode. Caso você queira, a Microsoft disponibiliza na mesma página uma ferramenta para testar a compatibilidade do seu computador com a virtualização.

Instale o XP Mode

Seguindo em frente com o VMware

A seguir, você deve baixar o VMware Player no computador. Porém para baixar será necessário criar um cadastro rápido no site do desenvolvedor e instalar o programa. Siga os passos dados pelo software e reinicie o computador ao final do processo.

Instale o VMware

Depois de reinicializar o computador, abra novamente o VMware. Antes da instalação do XP, um aviso aparece com o aviso de que o usuário precisa baixar as ferramentas do VMware. Elas são importantes para instalar drivers e outras opções para rodar o XP Mode e o Windows 7 em sincronia. Baixe as “Tools” e continue o processo.

Instale as ferramentas do VMware

Uma vez instalado, agora é hora de você adicionar o XP Mode no VMware Player. Abra o programa e escolha as opções “File.Import Windows XP ModeVM”. A grande maravilha do VMware é que ele vai simplesmente importar o XP Mode para convertê-lo automaticamente no formato suportado pelo programa.

Esta tarefa pode ser um pouco demorada, principalmente se você não possui um hardware tão potente. Quando a reconfiguração for concluída, você será capaz de ver uma nova máquina virtual no programa. Clique em “Play Virtual Machine” para rodar o XP Mode.

Rode o XP Mode

E na versão Home?

É exatamente neste passo que as versões do Windows 7 Home travam pelo caminho. O VMWare não reconhece XP Mode e, portanto, não mostra a opção “File Import” em seu sistema.

Organizando o XP

Uma vez iniciada a instalação de fato, aceite os termos de licença do Windows XP Profissional, escolha sua região e as opções de teclado, insira nome e senha para máquina virtual e ajuste hora, local e data, assim como na instalação do XP em uma máquina regular.

Siga normalmente a instalação

O programa será finalizado e então reiniciado. Ao voltar à ativa, você pode escolher as configurações para updates. Uma das opções que podem surgir durante este passo é a procura por drivers no site do Windows. Apenas cancele esta opção, uma vez que o VMware possui as ferramentas necessárias para qualquer tipo de tarefa do gênero.

Agora sim! Você pode conferir o XP em seu desktop, pronto para ser usado no VMware Player. Entretanto, você precisa ainda instalar as ferramentas do VMware no computador. Clique em “Iniciar>Meu Computador” e de dois cliques no drive onde diz “VMware Tools”. Siga as instruções de instalação e reinicie o XP Mode quando terminar.

Instale as ferramentas do VMware

Integração com Windows 7

Uma das ótimas vantagens de se ter o Windows XP em uma máquina virtual como VMware é que os programas estarão em perfeita sincronia. Você pode copiar arquivos entre os dois sistemas operacionais, rodar programas que não seriam compatíveis e até mesmo abrir e salvar arquivos na mesma pasta.

Windows 7 e XP juntos com a máquina virtual

A integração entre um e outro pode acaba se tornando algo corriqueiro, uma vez que o próprio VMware possui inúmeras opções para a interação entre os dois sistemas operacionais, como a criação de um menu iniciar do XP diretamente no Windows 7, opção de leitura de dispositivos móveis diretamente no próprio XP, compartilhamento de pastas e muito mais.

Dicas para quem possui a versão Home

Porém, se você é usuário da versão Home do Windows 7 e não pode instalar o XP mode em seu computador, não fique chateado, pois nem tudo está perdido. O VMware Player, por exemplo, ainda pode ser útil para você rodar uma máquina virtual.

Crie uma nova máquina virtual a partir do CD de instalação

Com o VMware você pode criar uma máquina virtual diretamente à partir do seu CD de instalação do Windows XP, que ainda está guardado com você com todo o carinho. Outros programas também criam máquinas virtuais úteis para que você rode os dois sistemas operacionais ao mesmo tempo, com o VirtualBox ou o Microsoft Virtual PC.

Caso a sua máquina seja um pouco mais “robusta” em termos de memória e HD, a alternativa é instalar os dois sistemas operacionais no computador, para que você use cada um deles quando precisar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Para que servem os diversos processos svchost.exe?

Entenda porque são abertos vários executáveis repetidos para o mesmo processo e qual sua função.

Usuários indignados com a lentidão que suas máquinas apresentam depois de certo tempo de uso acabam recorrendo a diversas alternativas para tentar ganhar algum desempenho. Uma delas é usar a combinação de teclas “CTRL + SHIFT + ESC” para abrir o Gerenciador de Tarefas e fechar os processos que o usuário considera desnecessários.

O problema em se fazer isso é que nem sempre sabemos a que exatamente os processos abertos se referem, ou qual a sua importância para o bom andamento das tarefas do Windows. Esse fato é ainda mais grave quando falamos de um processo específico, que intriga muitos usuários: o “svchost.exe”.

As famosas DLLs

Todos os sistemas operacionais da Microsoft utilizam as “Dynamic-link Libraries” ou “DLLs” para os serviços importantes, que são responsáveis pelas tarefas internas do sistema. Praticamente todos os programas utilizados no Windows acessam pelo menos um dos arquivos DLL presentes nas pastas de sistema.

O problema é que arquivos DLL não são executáveis, e é aí que entra o papel do processo “svchost.exe”. Se você entende inglês, pode perceber que o nome do arquivo lembra a expressão “service host” ou “hospedeiro de serviços”. A função desse executável é justamente essa: ser a interface entre DLLs dos serviços do Windows e os demais componentes do sistema e executá-los quando necessário.

Um detalhe a ser exposto é que é simplesmente inviável abrir um processo para cada DLL carregada pelo sistema. Por isso, cada um dos processos “svchost” abertos cuida de um grupo determinado de DLLs. Por exemplo: um dos processos gerencia os serviços de rede, outro mantém funcionando a segurança, e assim por diante.

Posso finalizar um dos “svchost.exe”?

Depende. Muitos serviços do Windows são essenciais para o seu funcionamento, ou mesmo para manter a segurança do sistema intacta. Dentro de um dos processos “svchost”, por exemplo, são controladas as funções do Firewall nativo e, se fechado, poderá deixar seu computador vulnerável a ataques provenientes da web.

Gerenciador de Tarefas

Entretanto, como todo usuário de Windows sabe, muitos serviços executados são simplesmente inúteis para alguns perfis de usuário. Sendo assim, convém desligá-los completamente para ganhar performance, desde que o usuário tenha a certeza de que o serviço realmente está só ocupando espaço na memória e tempo de execução do processador.

ATUALIZAÇÃO: conforme apontado por diversos usuários no sistema de comentários, a caixa de seleção "Mostrar processos de todos os usuários" deve estar marcada para que os processos "svchost.exe" apareçam na lista. O Portal Baixaki agradece a comunidade por terem atentado para esse detalhe.

Vírus e malwares

Alguns programas maliciosos são capazes de se disfarçarem como parte integrante do sistema, nomeando seus processos como “svchost.exe” e confundindo o usuário. Um bom antivírus, com as últimas definições, costuma detectar esse tipo de ameaça sem problemas, mas o usuário também pode tentar descobrir se um processo aberto é legítimo ou suspeito.

Descobrindo o que cada processo faz

Se você abrir o Gerenciador de Tarefas do Windows (CTRL + SHIFT + ESC) e explorar a aba “Processos”, verá que existem diversos “svchost” abertos, com uma descrição genérica. O procedimento para descobrir o que cada um faz é simples:

1. Clique com o botão direito do mouse sobre um dos “svchost” abertos e, no menu de contexto, clique em “Ir para serviço(s)”.

2. Depois de alguns segundos, o Gerenciador de Tarefas mudará para a aba “Serviços”, mostrando todos os que estão em execução e selecionando aqueles gerenciados pelo “svchost” consultado.

3. Se você julgar que algum dos serviços mostrados não precisa ser mantido em execução, selecione-o, clique com o botão direito do mouse, e escolha a opção “Interromper Serviço”.

ATENÇÃO: novamente ressaltamos que não é recomendável interromper serviços que você não conhece, pois eles podem ser vitais para o funcionamento de outros programas, ou mesmo do sistema em si, que pode ficar imprestável ou parar completamente.

O procedimento acima não funciona no Windows XP, mas você pode fazer o download de programas como o Process Explorer (disponível para baixar no Portal Baixaki), que fornecem a habilidade de verificar em detalhes os processos em execução no PC e interrompê-los se necessário.

O Process Explorer e demais programas da categoria também podem ser usados em versões mais atuais do Windows, como o Vista e o 7, mas tais versões possuem facilidades embutidas que dispensam o uso de programas adicionais, a menos que você prefira ferramentas mais específicas do que as nativas do sistema.

Em resumo, o “svchost” é terreno pantanoso do Windows, que não deve ser mexido, a menos que você saiba exatamente o que está fazendo.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Entendendo a fabricação dos processadores

Hoje em dia, os processadores e circuitos integrados são usados em praticamente tudo, de PCs a lâmpadas fluorescentes. A família inclui desde chips extremamente complexos, como um Penryn ou um GT200, até circuitos integrados extremamente rudimentares, que são produzidos aos bilhões e usados em dispositivos simples.

O componente básico para qualquer chip é o wafer de silício que é obtido através da fusão do silício junto com os materiais que permitirão sua dopagem posteriormente. O silício é um dos materiais mais abundantes da natureza (mesmo areia de construção possui 25% de silício), o grande problema é que os wafers de silício precisam ser compostos de silício 99,9999% puro, o que demanda um caro e complicado processo de purificação. Qualquer impureza que passe despercebida nessa fase acabará resultando em um chip defeituoso mais adiante.

Inicialmente são produzidos cilindros (ingots), com de 20 a 30 centímetros de diâmetro, que são posteriormente cortados em fatias bastante finas:

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Essas "fatias" são polidas e tratadas, obtendo os wafers de silício. A qualidade do wafer determinará o tipo de chip que poderá ser construído com base nele.

Wafers de baixa qualidade, usados para construir circuitos rudimentares, com poucos milhares de transístores, podem ser comprados a preços bastante baixos, a partir de milhares de fornecedores diferentes. Entretanto, para produzir um processador moderno, é preciso utilizar wafers de altíssima qualidade, que são extremamente caros.

Toda a tecnologia necessária para produzir os wafers faz com que eles estejam entre os produtos mais caros produzidos pelo homem. Cada wafer de 30 centímetros custa mais de 20 mil dólares para um fabricante como a Intel, mesmo quando comprados em grande quantidade. Um invólucro de 25 unidades como esse custa uma pequena fortuna:

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Cada wafer é usado para produzir vários processadores, que no final da produção são separados e encapsulados individualmente. Não seria possível mostrar todos os processos usados na fabricação de um processador, mas para lhe dar uma boa ideia de como eles são produzidos, vou mostrar passo a passo a construção de um único transístor. Imagine que um Core 2 Duo possui 291 milhões de transístores e cada wafer permite produzir algumas centenas de processadores.

Tudo começa com o wafer de silício em seu estado original. A primeira etapa do processo é oxidar a parte superior do wafer, transformando-a em dióxido de silício. Isso é feito através da exposição do wafer a gases corrosivos e a altas temperaturas. A fina camada de dióxido de silício que se forma é que será usada como base para a construção dos transistores, que ocupam apenas a superfície do wafer:

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Em seguida é aplicada uma camada bastante fina de um material fotossensível sobre a camada de dióxido de silício, cobrindo toda a superfície do wafer. Ele passa então por um banho de luz ultra-violeta, que é aplicada sobre uma máscara de litografia, que "imprime" um padrão sobre a superfície, o que permite criar o desenho dos componentes:

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A camada fotossensível é originalmente sólida, mas ao ser atingida pela luz ultravioleta transforma-se numa substância gelatinosa, que pode ser facilmente removida. Depois de remover as partes moles da camada fotossensível (através de um banho químico), temos algumas áreas do dióxido de silício expostas, e outras que continuam cobertas pelo que restou da camada.

O wafer passa por um novo banho químico (baseado em compostos diferentes), que remove as partes do dióxido de silício que não estão protegidas pela camada fotossensível. Apesar disso, o restante continua intacto:

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Finalmente, é removida a parte que restou da camada fotossensível. Note que, como temos substâncias diferentes, é possível remover uma camada de cada vez, ora o dióxido de silício, ora a própria camada fotossensível.

Com isto é possível "desenhar" as estruturas necessárias para formar os transístores:

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Concluídas as etapas básicas de construção dos transístores, uma finíssima camada de metal é aplicada sobre a estrutura anterior, usando um processo avançado de eletrolise. Nos processadores atuais, que são produzidos através de uma técnica de produção de 0.045 micron, essa camada metálica tem o equivalente a apenas dois átomos de espessura.

O processo de aplicação da camada fotossensível, de litografia e de remoção das camadas, é aplicado mais uma vez, com o objetivo de remover as partes indesejadas da camada de metal:

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Este processo é repetido mais algumas vezes, criando uma estrutura tridimensional de filamentos metálicos, que interligam os transístores e permitem a comunicação entre os diversos componentes internos do processador:

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O número de camadas varia de acordo com o projeto do processador. A Intel usava um processo de 8 camadas no Core 2 Duo, enquanto a AMD usava um processo de 11 camadas no Phenom, por exemplo. Mais camadas permitem melhorar a comunicação entre diferentes componentes do processador (o que pode ser usado para criar um projeto mais eficiente), mas por outro lado encarecem a produção e aumentam o índice de defeitos.

Como você viu, embora absurdamente mais avançado, o processo de fabricação dos processadores é muito similar ao processo de revelação de fotos, onde a imagem do negativo é impressa no papel fotográfico usando luz. O "negativo" neste caso são as retículas (as máscaras de litografia).

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No começo (início da década de 70), os filmes usados para produzir as máscaras de litografia eram, literalmente, feitos a mão, usando rubylith, um filme plástico de duas camadas, que é ainda usado por artistas gráficos. O engenheiro cortava a camada superior usando um estilete, criando um desenho das trilhas e outros componentes que seriam posteriormente "impressos" no wafer de silício formando o chip. Eram usadas várias máscaras diferentes, que deveriam combinar-se com precisão absoluta.

As máscaras feitas no rubylith eram depois transferidas para um filme, através de um processo de redução, gerando as retículas usadas na produção. Devido à enorme precisão envolvida, são utilizados espectros de luz não-visível, utilizando comprimentos de onda incrivelmente curtos, geradas a partir de laser ou pulsos de de descarga.

A técnica usada é chamada de litografia óptica. Existem atualmente diversas variações da tecnologia, como a EUVL (Extreme Ultra Violet Lithography), usada nos processadores atuais. Quanto mais avançada a técnica usada, menores são os transístores, permitindo o desenvolvimento de processadores mais complexos e rápidos.

Atualmente, o processo de produção das máscaras é completamente automatizado. O próprio desenvolvimento dos processadores mudou. Ao invés de projetar os circuitos manualmente, os engenheiros utilizam um HDL (hardware description language), como o VHDL ou o Verilog (os mais usadas atualmente), que são uma espécie de linguagem de programação para o desenvolvimento de processadores, onde o engenheiro "programa" as instruções que devem ser executadas e outras características do processador, e o HDL gera o projeto do chip.

Naturalmente, ainda é possível desenvolver processadores (ou otimizar componentes internos específicos) usando o processo manual (assim como é possível programar em assembly), mas o processo se torna muito mais lento e trabalhoso. É comum que os processadores passem por diversas revisões durante sua via útil, onde a equipe de desenvolvimento começa com um design produzido através de um HDL e depois trata de otimizá-lo sucessivamente, obtendo assim ganhos de performance e outras melhorias.

No final do processo, temos um grande arquivo, que é enviado para a fábrica, onde são produzidas as retículas e feitas as demais fases do processo. Uma vez terminado o projeto, os engenheiros precisam esperar várias semanas até que os primeiros chips funcionais sejam produzidos. Qualquer erro que chegue até a fase de produção geraria um prejuízo de vários milhões, por isso o projeto passa por inúmeras revisões.

As máquinas de produção (chamadas steppers) repetem a "impressão" várias vezes, até cobrir toda a área do wafer de silício. Em seguida o wafer é movido para a máquina com a máscara seguinte e assim continua, até que o processo esteja completo. Todo o processo é feito numa sala limpa, por engenheiros usando os trajes de astronauta que aparecem nos comerciais da Intel. Todo cuidado é pouco, já que cada wafer contém centenas de processadores, que juntos valem algumas dezenas de milhares de dólares. Temos aqui uma foto ilustrativa, cortesia da Intel:

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Depois de pronto, o wafer é cortado, dando origem aos processadores individuais. Desses, muitos acabam sendo descartados, pois qualquer imperfeição na superfície do wafer, partícula de poeira, ou anomalia durante o processo de litografia acaba resultando numa área defeituosa. Como não é possível produzir um wafer de silício quadrado, temos também os processadores "incompletos", que ocupam as bordas do wafer e que também são descartados no final do processo.

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Você poderia perguntar o porquê de não utilizarem retículas maiores para imprimir todo o wafer de uma única vez, ao invés de ter que repetir o processo para cada processador individual. O problema aqui reside no foco, que é perfeito no centro e sensivelmente pior nas bordas.

Já é difícil desenvolver máquinas que consigam manter o foco na área do chip, o que dizer então de mantê-lo em toda o wafer, que é uma superfície muito maior. É por isso também que os processadores são sempre mais ou menos quadrados, já que o formato permite obter o melhor foco.

Cada processador é testado individualmente, através de um processo automático. O wafer é finalmente cortado e os processadores "bons" são finalmente encapsulados, ou seja, instalados dentro da estrutura que os protege e facilita o manuseio e a instalação:

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Mesmo quando produzidos na mesma fábrica e sobre o mesmo wafer, não existem dois processadores iguais. Pequenas diferenças no foco, pequenos desvios no posicionamento das máscaras ao "imprimir" cada camada e assim por diante, fazem com que alguns processadores sejam capazes de operar a frequências mais elevadas, ou apresentem diferenças no consumo elétrico.

Em geral, mesmo grandes fabricantes como a Intel e AMD mantêm uma única linha de produção para cada processador. Os processadores são testados individualmente e vendidos de acordo com a frequência de operação em que são capazes de trabalhar.

Um Core Duo 6600 (2.4 GHz) não é diferente de um Core Duo 6800 (2.96 GHz), por exemplo. Ambos compartilham a mesma arquitetura e passaram pela mesma linha de produção (pode ser que os dois tenham até mesmo compartilhado o mesmo wafer! :). A única diferença é que o 6800 teve a "sorte" de sair mais perfeito e, graças a isso, ser capaz de operar a frequências mais altas.

Da mesma maneira, processadores que são capazes de operar com tensões mais baixas são vendidos como processadores mobile, ou dentro das séries de baixo consumo e os processadores que possuem pequenos defeitos têm parte dos núcleos desativados e são vendidos como Semprons ou Celerons. Essa segmentação permite aproveitar melhor a produção de cada wafer, reduzindo o número de núcleos descartados por problemas diversos.

Com o passar o tempo o índice de aproveitamento das fábricas tende a melhorar, fazendo com que mais e mais processadores sejam capazes de operar nas frequências mais altas, até que finalmente é introduzida uma nova técnica de produção, ou uma nova arquitetura, dando início a um novo ciclo.